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Todas as cartas de amor são ridículas, por força das circunstâncias mais o será esta, onde as circunstancias são vagas vazias, desta onda... vadia. Acaba o dia, nadei, passeei, agora estou cansado. Falta-me fazer um poema de amor como se o mesmo se pudesse encomendar com chantilli na pastelaria, prozac na farmácia, acompanhado a água benta na igreja, dizendo bobagem aqui?

A verdade é esta, para expressar amor
à que sentir
a larva da emoção
a descobrir
um mistério qualquer

A descoberta é esta, para expressar
amor
a fome tem que fazer
o seu caminho

A certeza está, para expressar amor
à deriva
um pouco ao acaso...

A declaração é esta: eu caso
    nesse caso!...

e tem o u de eu
e tem o n e esse... nesse
e tem de reparar como é simétrico...
(o acaso é que nos casa, digo eu?!...)
e... u caso/ n... esse caso

Falta agora dar um nome ao texto, encontrar uma designação que designe a acção... Não é não? Não, claro que não e claro que sim: Não é não. A boa da designação, vou pedir à minha amiga que ma dê... Como amizade não deve ser função do género, qualquer coisa do género..., quem quiser pode dar um título ao texto.
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 19/06/2005
Código do texto: T25994
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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