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Pensamentos Vazios

     Uma noite fria, sem nenhum calor, tudo deve estar suspenso, todos devem estar dormindo. Solitárias palavras brotam de sentimentos imóveis, mil pensamentos que voam as mentes vazias de olhares tristes. Tudo se abate, abatidamente abatendo aqueles que se deixam abater pelos abatimentos e desgostos de uma vida afanosa. (Me perco, me procuro, me complico...Deixo-me levar pelo ar que respiro de olhos fechados.)O que seria da vida sem os amores incansáveis, insolúveis, patéticos? Patéticos são os amantes, os atores da peça romântica que revelam o amor que não têm em seus corações. Patéticos, nunca tétricos.
     Mãos geladas tocam os rostos sedentos de calor, num frenético e sucessivo impasse, na procura de mudanças que ocorreriam enquanto o frio aumenta cada vez mais, sentindo-se forte por tirar as forças, e nas pessoas que se encontram sós tocando com maior crueldade. Cruéis são os amados, estros de poetas fatigados que compoem em prosa suas próprias amorosidades. Cruéis, mas tão formosos...
     Em olhares ardentes começa a surgir o repousar, como as cinzas vindas do cessar do fogo, e a espera torna-se exaustiva. O tempo corre cada vez mais veloz e o frio aumenta com o passar sorrateiro das horas, a busca... odiável ato pelos que amam praticada, sofrimento sem igual para os que continuam só, na espera do amor eterno. Eternos são os imortalizados nas fotografias, retratos de qualquer coisa um dia perdida... por mais que se perdem, ainda estão lá.
Laís Mendes
Enviado por Laís Mendes em 12/10/2006
Código do texto: T262623
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Sobre a autora
Laís Mendes
Ipatinga - Minas Gerais - Brasil, 28 anos
8 textos (310 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 00:25)
Laís Mendes