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Rio Estige e o barqueiro Caronte.
 
 “O que se leva da vida é a vida que a gente leva.”
Barão de Itararé
 
 O que você vai levar,qual será sua bagagem quando Caronte, o barqueiro, estiver te esperando para atravessar o Rio Estige? Amor?Bons Exemplos?
Moral Inatacável, Caráter e Vida Digna? Pequenas Fraquezas?
As qualidades  vividas antes da partida sempre serão lembradas e transmitidas a seus descendentes caso os tenha e aos que com você conviveram, acredite, elas te ajudarão na travessia e permanecerão com você. Elas serão você, a sua verdadeira essência.

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Quando a idade avança e a morte se faz mais presente as pessoas ficam em pânico e querem viver intensamente fazendo o que desejam, ou desejaram e não fizeram, buscam corrigir rotas abandonadas no tempo.
Parece que lhes dá um “estalo” e saem feito loucas querendo que seus desejos sejam satisfeitos a qualquer custo, correm atrás do prejuízo, num verdadeiro vale tudo.
Pintam e bordam com os quais conviveram a vida toda, ofenderam, maltrataram, magoaram  pouco se importando com os sentimentos alheios.Com chegada da idade querem fazer as pazes com o mundo, refazer uma vida de estragos e atropelos, dizendo que tudo é bobagem, nada deve ser levado em consideração, o tempo na terra é muito curto para mágoas, desunião, etc. etc...Querem desesperadamente corrigir erros, acreditando que todos indistintamente tem obrigação de esquecer as ofensas , exigem o esquecimento, fazem a  cobrança de maneira acintosa! Acho que a exigência atualmente se tornou quase uma características dos idosos.
Alguns se acham psicólogos amadores, vivem analisando Deus e o mundo,outros se tornam filósofos , e saem pregando filosofia de bêbados de botequim, cansam quem os ouve, se por acaso se derem ao trabalho de ouvir. Outros fanaticamente se agarram a alguma religião, culto ou seita na busca de algo que está dentro dele próprio, a paz,mas que não consegue encontrar, simplesmente porque não cultivou duas plantinhas difíceis de serem cultivadas, a bondade e a humildade,  elas são irmãs gêmeas, mas as danadinhas vivem escondidas dos prepotentes.
Alguns desses imprudentes se tornam verdadeiros juizes em relação ao que julga ser certo ou errado, claro que o errado  é quase sempre o que vai no sentido contrário ao seu desejo.Parvamente acreditam que a idade lhes confere tal direito, o direito de comandar a vontade alheia, suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que ele ocupa neste mundo, e nem sempre é um lugar de honra, muito pelo contrário... Outros ainda se tornam  artistas na arte de fingir e camuflar suas verdadeiras intenções, jogam “sujo” com os sentimentos alheios para alcançar seus objetivos, para seu desgosto quase sempre são descobertas, com toda certeza esse traço sempre foi uma dominante na sua personalidade.Os demais ficam perdidos, indecisos,buscam psiquiatras, psicólogos, sobrecarregam o organismo de remédios para males verdadeiros ou imaginários. Envelhecer com dignidade, aguardar a morte com a tranqüilidade e satisfação de missão cumprida é uma arte, uma verdadeira graça que nem todos merecem, essa paz depende exclusivamente das atitudes e do afeto sincero demonstrados dia a dia, durante uma vida inteira.
Deixar saudades, amor e boas recordações, ao partir são sentimentos intensos que a gente leva da vida ao encontrar-se com o barqueiro...
 
 
M.H.P.M.
Helena Terrivel
Enviado por Helena Terrivel em 08/12/2010
Reeditado em 09/12/2010
Código do texto: T2661243
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Terrivel
Curitiba - Paraná - Brasil
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