CRÔNICA #047 - LITERALMENTE COM A CABEÇA NAS NUVENS

20 de Março de 2006. Era uma linda e ensolarada manhã.

Saímos de Stellenbosch às 8 horas, após o café da manhã. Pegamos a autoestrada que nos levava a Cape Town. Era divertido e um pouco estranho. O meu filho dirigia uma van Mercedes. E sorria por dentro ao vê-lo dirigir naquele sistema inglês de direção. O volante à direita, dava-me a impressão que estávamos do outro lado do espelho. Ora pensava que estávamos indo pela contramão. Tomamos a Rodovia Dr. Baden Powell e , em Khayelistsha, dobramos à direita e pegamos a N2 Rod. Lá adiante, passamos pelo Aeroporto Internacional de Cape Town. Finalmente, pela costa atlântica, chegamos a Cape Town. Soprava o Baywind, um vento gélido da Baía Santa Helena.

Chegamos ao estacionamento da Table Mountain. Um gigantesco maciço rochoso que se estendia até o Cabo da Boa Esperança, conhecido também como Cabo das Tormentas e Cape Point, onde dá-se o encontro do Oceano Atlântico com o Índico. Compramos os bilhetes para o teleférico, o único meio de se chegar ao topo da montanha. O nome significa Montanha da Mesa, dado pelos colonizadores, pois vista de todos os pontos da Cidade do Cabo, dá a impressão de uma enorme mesa. Subimos pelo teleférico que gira enquanto sobre ou desce. Acho que é para evitar ou reduzir o enjoo.

Do topo, podemos avista-se também a False Bay na costa do Índico, o Cape Point, toda a Cidade do Cabo, o Cais, Robben Island, uma ilha com o histórico de prisão política onde Nelson Mandela esteve preso por 28 anos. As nuvens vinham da Baía de St. Helena , como eram mais baixas do que a montanha, batiam no meio dela e resvalavam até atigirem o topo da Table Mountain. Envolviam-nos por completo, passavam por cima da montanha, e desciam até a altura anterior. Pude literalmente ter, não só minha cabeça, mas o corpo inteiro dentro de uma nuvem. É simplesmente sensacional!

Assistimos a um show de nativos, tocando um conjunto de 3 xilofones e um djamber. Algo simplesmente inesquecível. Ter estado lá com minha família foi um presente que jamais esquecerei.

Alelos Esmeraldinus
Enviado por Alelos Esmeraldinus em 30/12/2010
Reeditado em 24/02/2011
Código do texto: T2699150
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