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SEIS HORAS DA MANHÃ

     SEIS HORAS DA MANHÃ

     Desde que resolvi escrever sobre a minha pessoa no túnel do tempo – por assim dizer, inclusive relatos da infância, lembro-me perfeitamente das seis horas!
     Talvez para você, leitor, seis horas da manhã não é muito cedo. Sim. Adultos, responsabilidade, trabalho. Mas, pense numa criança de onze para doze anos, ou um ano a mais, levantando cinco e meia para a aula de Educação Física às seis.
     Ah! Seu Riba! - que dureza, seu Riba!
     Mas duas ou três vezes por semana estávamos lá. Eu, o último da fila! Um pequeno em desenvolvimento.
     Sonhava com a bola! Ser jogador? Creio que nunca! Péssimo em tudo que se tratava de esporte. Viajava com a turma nos embalos da bola – e até hoje recordo uma bela cesta. Uma cesta que valeu comentários para o mês todo!
     Penoso levantar cedo, mas as recordações ficam, e marcam. Aquecimento era o resultado de algumas voltas na quadra, marchas, saltos – coisas que não se vê tanto hoje em dia.
     Formação de grupo. Se não era o reserva, sempre escolhido por último – tamanha era a minha eficiência no esporte!
     E a bela cesta?
     Seu Riba colocou-me (mesmo a turma não querendo) para jogar. Basquete. Lances incríveis... e a cesta!
     A emoção é tanta (até hoje) que não estou achando as palavras corretas para colocar. Bola correndo de mão-em-mão, cesta! Bola pra cá, pra lá, cesta! Um minuto para o fim da partida – que era muito comemorada. Trinta segundos, dez – bola pra cá, pra lá – cinco segundos, meu time perdendo, só uma cesta de três pontos para salvar ‘a pátria’. Bola sob o domínio do adversário, três segundos...
Meu amigo! Uraaaaaaaaaaa!!!
     Eu não sabia jogar, mas sabia pensar. Ele, o meu amigo (pior que eu) – não sabia jogar e nem pensar. Sofria de problemas mentais, leves – é claro, mas sofria. Ele – que não lembro o nome agora – tomou furiosamente a bola do adversário e, de onde estava (pra lá da metade da quadra), arremessou... dois segundos, um segundo... e pri,pri, pri!!!
     Contestações à parte, a bola entrou!!! E a emoção junto! Ganhamos! Digo, caro amigo-professor Riba, seis, sete, oito, ou outra hora... o que conta é o que resta: as recordações emocionantes. Valeu!

     Seu Riba foi meu prof. de Ed. Física nos quatro anos de ‘ginásio’ na Escola “Índio Poti”, na Av. Cussy de Almeida, no tradicional Bairro São João. Hoje, melhor depois de alguns anos, eu formado já professor, tive a grata satisfação de trabalhar com ele. Outra grata satisfação: sua esposa (também professora) é testemunha em papel de um dos nascimentos de meus pequenos.

     Prof. Pece.
Prof Pece
Enviado por Prof Pece em 22/10/2006
Código do texto: T270682
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Sobre o autor
Prof Pece
Araçatuba - São Paulo - Brasil, 45 anos
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