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Papo Quase Sério

Pensando em nossas vidas. Pensando em nós, seres humanos de um mundo moderno...Pensando em nossos valores, conceitos e vida.
Resumindo muita coisa, hoje, nossa vida simplesmente se propôs a adotar para cada ocasião, máscaras que ofuscam nosso verdadeiro "eu", ás vezes pelo simples fato de termos que dar satisfações todo o tempo à sociedade que se deixa, minuto a minuto, influenciar e dominar pela mídia, pelos falsos valores impostos, perdendo assim cada vez mais sua essência e simplicidade.
Sociedade esta que esqueceram-se delas mesmas; e, desaprenderam a enxergar com o coração. Vivemos enlatados; beleza comprada, copyrights feitos. Globalização não é só isso, mas o fechamento, a interiorização do ser que hoje se preocupa com o trabalho excessivo, a família, o culto ao corpo, as contas para pagar , o excesso de informação obtida principalmente pela internet, e outros veículos e fatores comuns a estes, que completos, estão fazendo do ser humano, um homem objeto, cada vez mais frio, deixando de olhar o céu , as estrelas, o luar por exemplo...Deixando de saborear as coisas doces e gostosas da vida.
O café sem cafeína, o creme sem gordura, a cerveja sem álcool, como disse Slavog Zizek em seu artigo “ O Hedonismo envergonhado”, são apenas um dos fatos que estão robotizando o homem. Pode-se acrescentar mais...Ele citou o sexo virtual, como sexo sem sexo...Eu diria, o total desinteresse pelas atividades sexuais, que vemos hoje , e que acaba tornando a pessoa cada vez menos viva.
Vamos lá...Pensemos!!!. O sexo, provado cientificamente,(?), aumenta os níveis de serotonina no cérebro, “relaxa” , transmite sensação de bem estar e pesquisas no mundo todo vem mostrando o total desinteresse das pessoas em relação às atividades sexuais, principalmente por parte da mulher.
Já falamos da globalização, os problemas do dia a dia como fatores externos , que claro, tornam-se também bastante responsáveis por isso. Mas se dialeticamente formos pensar, nossos avós, bisavós tataravôs, transavam muito mais que nós. Claro! Consideremos uma época onde a mídia não explorada a sensualidade, a sexualidade e outros .. Existe algo errado! Comunidades onde pessoas simplesmente aboliram o sexo de suas vidas vem sendo criadas ao redor do mundo, divulgando e crescendo a cada dia que passa. Perdoe-me os agnósticos , mas tudo que Deus criou é bom, muito bom mesmo, e daí, a preocupação de vários terapeutas e psicólogos especializados no assunto. -“ O indivíduo precisa do outro, como do ar que ele respira, mas ao mesmo tempo, tem medo de desenvolver relacionamentos mais profundos, que o imobilizem num mundo em permanente movimento. “ Ziggmunt Bauman.
Não estou falando de sexo simplesmente por sexo, que muitas vezes sim, vale a pena, nem estamos falando em puritanismo ou vulgaridades, mas estamos falando do casal comum que vive e dorme junto, compartilham a mesma casa, a mesma cama ou namoram, se amam, se curtem, se gostam e estão fugindo cada vez mais do ato sexual, que sem dúvidas é o complemento de uma relação saudável, deixando sem isso, tudo incompleto, vazio. Por que?
Vamos lá...tempo a gente sempre consegue, e com um pouquinho de boa vontade conseguimos um clima gostoso que só vai ajudar a nos permitir viver momentos incrivelmente felizes. E daí? Qual o problema? A coisa parece não ser tão simples assim, afirmam alguns...
Necessitamos um do outro, mas esta geração, foge também um do outro. Todos querem um companheiro, todos se sentem sozinhos, e então me pergunto: Por que esse medo de assumir alguém? Assumir a responsabilidade que antes era tão comum aos casais da antiga sociedade. Namorar e casar. Não nos permitimos nos apaixonar, amar...muitas vezes não nos permitimos nem mesmo receber e dar carinho, afeto, coisas indispensáveis para um ser normal. Muito menos hoje, pensamos em trocar a nossa “falsa liberdade” por uma pessoa querida ao nosso lado. Isso é sem dúvida algo no mínimo terrível .
Nas grandes metrópoles, é onde a solidão e o medo de aproximação são mais acentuados. Parece que hoje, com tanta correria nos metrôs, no trânsito, nos elevadores, nos aeroportos e outras coisas tais como: agencias de encontros, agencias matrimoniais, sites de relacionamentos , lojas virtuais, e tudo cada vez mais frio e virtual, a essência humana, sentimentos, vontades, desejos, parecem um adendo supérfluo às necessidades do homem.
Pensar na nossa verdadeira essência. Pensar que somos seres inteligentes, não se deixa levar somente pela lógica, pelo ensino, pelos sentimentos, mas que avalia, discute, se coloca em posição oposta ao outro, à sua própria verdade para que possa ter sua própria opinião.
Será o homem um animal que acha que pensa?
A natureza é perfeita e deu ao homem o caminho das pedras para todas as respostas e necessidades e ainda assim, este insiste em modificar todo o percurso natural das coisas que um dia lhes foram dadas.
 mulher moderna tem deixado seu papel “mulher”, para fazer o papel de homem, quando cada um em seus instintos naturais, tem suas próprias características, sendo a da mulher, ser simplesmente mulher. Amar, ter sabedoria, cuidar de sua casa, de seu companheiro, de seus filhos e esperar que do homem venha a segurança física , financeira, e algumas vezes emocional que ela não tem.
Vide estes exemplos na própria natureza, onde a fêmea somente se entrega ao macho que tem a capacidade de cuidar dela, de prover o sustento, de caçar o alimento, de ser bom pai para seus filhotes e ela permanece sábia em seu local, cuidando de sua cria e cuidando de seu habitat, tendo autoridade sobre ele. Esse é o instinto da natureza, que se reverte ao homem e que este vem degradando a cada dia, a cada minuto, a cada instante, buscando no sistema do mundo razões para continuar vivo.
Devemos nos perguntar onde há vida nisso tudo? Pergunte, onde está a felicidade, ou melhor, o direito de luta pela própria felicidade que o homem natural, moderno aos poucos tem deixado pra trás por causa de valores mesquinhos, impostos pela mídia, pela sociedade capitalista, aristocrática que vem fazendo desse mundo um local horrível para se viver?
Olharmos para dentro de nós mesmos e enxergar as coisas que deixamos de acreditar, de lutar, de viver pelo fato de acharmos que não merecemos, que não podemos, e que tudo que nos cerca é traição, fuga, dor e pânico. Não, não é isso; Existem coisas e sentimentos bons dentro de cada um de nós, dentro de cada pessoa que por sua vez tenta e se permite sentir para poder ser.
Não podemos desistir de lutar pela felicidade única que só existe dentro de nós mesmos e que somente nós poderemos encontrá-la e julgar felicidade para nós o que nos é de bom tom. Procurar e buscar não viver de acordo com as regras impostas pela sociedade e pelo mundo, por que o que é o mundo, senão a união de todos os seres humanos, pensantes (?), e o que Deus criou juntamente com eles?
Então que parta de nós mesmos a iniciativa de busca real de felicidade completa em todas as áreas de nossas vidas. Buscar valores reais, valores estes que realmente contribuam para nossa evolução, para nosso crescimento e para nossa felicidade segundo cada um de nós a julguemos ser, sem que precisemos usar máscaras e recursos artificiais para isso.
Se optarmos viver pelas aparências de um mundo onde as causas são completamente mutáveis, onde a ciência muda de opinião e conceito a cada instante, e tenta o tempo todo, uma derrubar a outra. Onde filósofos, pensadores, formadores de opinião, tentam impor suas próprias verdades...E se ainda assim, nós, no meio disso tudo ficarmos quietos calarmos, viveremos como cães, recebendo migalhas das mesas dos nossos donos.
Não é isso que queremos ser. Não é isso que queremos para nossa geração e para a geração vindoura, mas infelizmente é assim que o mundo tem se apresentado para nós .
Vivamos portanto, um dia de cada vez. Um minuto após o outro, buscando a paz interior, o equilíbrio próprio, o domínio de si mesmo, a sanidade mental, a pureza espiritual e assim, certamente , um a um , contribuiremos para um mundo melhor...
Tânia Aranha
Enviado por Tânia Aranha em 24/06/2005
Código do texto: T27489
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Sobre a autora
Tânia Aranha
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Tânia Aranha