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Não discuto mais "políticos"

Fui procurar na enciclopédia da Wikipedia a definição de política:

"Na filosofia aristotélica a política é a ciência que tem por objeto a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na pólis) e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva da pólis). O objetivo de Aristóteles com sua Política é justamente investigar as formas de governo e as instituições capazes de assegurar uma vida feliz ao cidadão. Por isso mesmo, a política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam o conhecimento como meio para ação.
Segundo o filósofo:
'Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam a algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política' (Pol., 1252a)."

Na época, as cidades eram Cidades-Estado independentes. Não muito depois disso, lá pela Roma antiga, as coisas mudaram de rumo e nunca mais voltaram ao que era antes. Dizer que os políticos fazem política para defender a felicidade humana é se referir a menos de 20% dos que se iniciaram nesta profissão. Pois se há remuneração, benefícios, aposentadoria quem há de dizer que é apenas uma função pública?

Já tinha dito anteriormente que não assistia mais jornal.
Agora, navegando por blogs afora, cheguei a conclusão de que não vou mais perder meu tempo discutindo políticos.
Ressalvadas as exceções em que uma  palavra, um argumento é necessário para trazer as pessoas de volta ao seu elemento no afã da campanha eleitoral, o que se viu nestas eleições (todos os turnos envolvidos) foi uma sucessão de ataques baixos ao caráter dos candidatos de maneiras bem pouco éticas, ficando as propostas quase que despercebidas em meio à guerra de insultos.

Não me excluo dessa, não. Perdi a cabeça em vários momentos com argumentos idióticos de todos os lados  e acabei respondendo no mesmo grau.
Mas voltando ao xis da questão, o que eu vejo à minha volta são pessoas defendendo a ferro e fogo, e até perdendo pedaços de dedo por um bando de cidadãos que têm tantas semelhanças quanto diferenças. Que ao assumir seus postos políticos contam as mesmas mentiras, sufocam as mesmas investigações e prometem e descumprem as mesmas coisas.

E, se necessário, e quando necessário, se juntarão para atingir seus objetivos, posarão para fotos sorridentes, com abraços e elogios. E nós, que nos degladiamos em horário nobre, trocando ofensas, tomando como pessoais as ofensas aos nossos candidatos ficamos aqui de telespectadores.
Quem viu Lula abraçar Roseana Sarney e firmar apoio com Collor, e quem viu Alckmin posar com Garotinho de cabo eleitoral que o diga. Pergunte às pessoas que assistiram a campanhas eleitorais anteriores quais os tipos de elogios que foram trocados em 89, 94, 98... e por aí vai.
Para eles é profissão, para nós é pessoal.

Então, não vou perder amigos, meu tempo, noites de sono, espaço no meu blog, pra daqui quatro anos ver que aqueles que dividiram o Brasil em gregos e troianos estão de mãos dadas no palanque.
E podem apostar, isto há de acontecer.
A minha opinião está bem formada, e me condenarem ou taxarem de esquerda ou direita por ler tal revista ou jornal me soa como piada, pois eu me acredito bem capaz de ser questionadora e usar os meios de comunicação a meu favor, e não o oposto.

Jornalismo, na melhor das épocas não é parcial, por maiores os esforços feitos, pois é feito de gente, que tem opinião, ou segue tendências ditadas pelas organizações que os empregam. Todos, sem, exceção, têm uma tendência, mesmo que a disfarcem. Então não me digam, por favor que é melhor que eu leia tal jornal ou revista por ser imparcial. Quem é imparcial mora na lua.

Também não vou explicar mais aos outros à minha volta meu ponto de vista, pois os que pensam como eu vão apoiar, os que pensam totalmente o oposto, se forem esclarecidos vão me julgar burra, ou me rotular, taxar, me colocar numa categoria pré-estabelecida pela sociologia para pessoas como eu. Os que não forem vão me odiar, me chamar de louca, cortar relações. Mas raramente vai gerar uma discussão produtiva, essas sim, merecedoras de bons argumentos.
Por essa e por outras, por aqui não se fala mais nisso.
Ana Carolina Paes
Enviado por Ana Carolina Paes em 28/10/2006
Código do texto: T276300
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Sobre a autora
Ana Carolina Paes
São João da Boa Vista - São Paulo - Brasil, 38 anos
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Ana Carolina Paes