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A Magia de Natal

Ah Natal! Não, não é a cidade. É a data mesmo. Às vezes me pergunto como é que gosto tanto desta data, não sou adepta a nenhuma religião, mas AMO esse dia.

Tenho costume de falar que meu natal é mágico, e ele é. Desde que me entendo por gente existe essa magia. Na verdade, de acordo com minha tia, tudo começou quando meu irmão mais velho e minha prima, cinco meses mais velha que ele, nasceram.

No nosso Natal temos de tudo que se deve ter. Começa no dia 24 de manhã. O comércio da cidade todo aberto, saímos para comprar o que falta ou apenas bater perna mesmo. A tarde é na piscina, e as tias na cozinha preparando a comida para a ceia. No começo da noite começa a “briga” pelo chuveiro. Os mais corajosos vão ao chuveiro do vestiário, e enfrentam uma água muito gelada. Perto das 20h estão quase todos prontos, produzidos, cheirosos e felizes.

O Papai-Noel chega às 21h. Sim, temos papai-noel desde sempre. Ele chega tocando o sino e com os presentes. Os mais novos (que ainda acreditam) enlouquecem, por felicidade e medo. É uma mistura de sentimentos. O Noel (o atual está conosco desde meus 10 anos) senta e começa a chamar pelos nomes nos presentes. Sempre tem um que não pertence às crianças, normalmente é o do vô, dono da casa que nos recebe.

Depois de todos os presentes entregues o Noel cumprimenta todos e vai para a cozinha com meu pai e tios. Depois de uns minutos segue para outras casas. Nisso damos início ao amigo-secreto. Primeiro o das crianças. Lembro quando eu e minhas primas ainda fazíamos parte. Era uma armação só, descobríamos quem cada um tirou. Agora como são poucas as crianças é tudo combinado para dar o ciclo certinho.

O dos adultos é em seguida. Alguns já estão um tanto quanto alcoolizados e falam besteiras, os outros caem na gargalhada. Quando alguém ganha roupa ou bijuteria começa o coro: “ponhê ponhê”. Rimos e às vezes nos emocionamos com algum discurso. Normalmente quando é a vez do vovô, que sempre agradece todo feliz por mais uma vez estarmos reunidos. Depois vem a troca de presentes. De tios para sobrinhos, entre irmãos, filhos e primos.

Perto da meia-noite vamos todos para a mesa. Um grande círculo. Alguém diz algo bonito e rezamos. (Ah, pequena observação, minha família é católica e eu sigo essa tradição, pelo menos nessa noite.) Nos últimos oito anos essa parte da noite tem sido fechada com muitas lágrimas, digo isso por mim. O motivo não importa, é outra história, para outro dia. Depois da reza é a hora dos abraços fortes e da famosa frase “Feliz Natal”.

Por algumas vezes conseguimos terminar de rezar junto das badaladas do velho relógio dizendo que já era meia-noite do dia 25 de dezembro. Natal! Nos espalhamos por mesas e sala, nos empanturramos, mas sempre deixando um espacinho para a sobremesa.

Perto de uma da manhã uns vão para casa, outros, como tem virado tradição, vão para a boate. Cidade do interior tem noite especial nas boates no dia de natal. É a famosa boate de natal, que começa sempre 1h da manhã. Nem sempre vou, por um motivo ou outro, mas nas vezes que fui rimos de mais. Parece que todos os jovens da cidade estão por lá.

E a magia continua no dia 25. O café da manhã é piscina. Todos retornam a casa, o dia ainda é festa. Almoço com todos juntos, depois um filme, filmagem da noite anterior ou fazer as malas para voltar para casa.


por Renata Losilla
chaverinho
Enviado por chaverinho em 10/11/2006
Código do texto: T287448
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Sobre a autora
chaverinho
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 31 anos
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