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HIPERNIKOMEN - MAIS QUE VENCEDORES

MAIS QUE VENCEDORES


O termo grego que o apóstolo Paulo usa (hipernikomen) pode ser melhor traduzido com Supervencedores, ou seja, aqueles que nunca deixarão o degrau mais alto do pódio. Na história, antiga e recente, podemos enxergar vários exemplos de pessoas que foram supervencedoras e outras que deixaram a oportunidade de permanecer no alto, escapar.
Talvez seja no esporte a maior fonte deste tipo de comportamento, vamos listar alguns:

No boxe, um rapaz de 18 anos, em 1987, conseguia derrubar adversários como quem derruba um castelo de areia na praia. Seu nome, Mike Tyson, e se tornou um supervencedor. Ficávamos esperando a luta até alta madrugada e esta luta, para nossa frustração e êxtase, demorava apenas alguns segundos. O adversário já estava no chão e Tyson alguns milhões de dólares mais rico. Porém, anos depois, esse supervencedores foi enclausurado em uma cela, acusado de estupro. Batizou-se com o reverendo Jessé Jackson, pulou para o Islã, enfim, alguém que sabia o rumo da vitória, ficou completamente sem rumo.
Para usar um exemplo brazuca, Eder Jofre foi e é um supervencedor. Bicampeão mundial, representando uma nação de desnutridos e desvalido, Jofre levou a melhor no boxe e na vida, dando exemplo até hoje em suas palestras e treinamentos.
Ayrton Senna é um supervencedor, mesmo após 10 anos de sua ausência. Um garoto atrevido que em 1984 desafiou os grandes pilotos com um carro ordinário e sem recursos, assombrando o mundo com sua ousadia em pista molhada, que lhe deu o predicado de “Rei da Chuva”. Senna viu, na maioria de suas corridas, apenas a bandeira quadriculada à sua frente, e se consagrava corrida após corrida. No entanto, Jacques Villeneuve, filho do lendário Gilles Villeneuve, foi um supervencedor. Foi, porque, após vencer um campeonato de F-Indy e outro de F1, nunca mais pôde ser o mesmo: sua arrogância e prepotência são famsoas no “circo” da F1 e não consigo me lembrar de outra oportunidade que tenha sido recebido com honras no pódio. o modo displicente como conduz seus carros o levou a ser despedido de umas e rejeitado por outras escuderias.
No futebol, a comparação é mais fatal. Certa vez, o jornalista Juca Kfouri disse que para Maradona ser Rei do futebol ela precisaria ser um pouco mais alto, menos arrogante e, principalmente, ser negro. É claro que ele estava se referindo a Pelé, o Rei do Futebol, Atleta do Século XX, Embaixador informal do Brasil, enfim, muitos outros adjetivos que o qualifica como supervencedor, até hoje. Se ele treinar para uma única partida de futebol, mesmo com seus 62 anos, com certeza correrá e dará trabalho aos adversários. Do outro lado...bem, do outro lado está uma figura obesa, abatida, dependente química, enfim, o que sobrou de Maradona. É claro que nenhum argentino concordaria com minhas palavras, porém, contra fatos não há argumentos. Um jovem que seria herdeiro do trono do futebol quase morreu por negligência à própria saúde, nestas últimas semanas. Maradona foi um supervencedor, ganhou a copa de 86 sozinho, levou o Napoli a ser campeão pela 1ª e única vez na sua história, mas...
deixou a peteca cair, afundou na cocaína, engordou absurdamente e hoje é uma sombra rala do que foi no passado.

Temos outros supervencedores: Na política, quem não lembra de Fernando Collor? Até eu mesmo “collori” no início, mas como diz a Palavra, descobri que se tratava de um “sepulcro caiado”, palavras de Jesus. Um homem que aos 40 anos recebe o governo de um País com 150 milhões de almas esperançosas, mas promove um carnaval de bagunça e desprezo com a nação. Resultado: foi “impichado” e jogado no ostracismo, com justiça. Outro Fernando, querendo ou não, foi um supervencedor: FHC emplacou sua reeleição, conseguiu começar e terminar o governo com o mesmo ministro da fazenda (coisa rara em nosso país...), enfim, tornou-se respeitado, aceitemos ou não sua política neo-liberal. Jânio Quadros também foi um supervencedor: será que um professor de Português poderia vencer uma eleição, diziam os críticos da  época. pois venceu e deixou de ser um supervencedor ao forçar um exílio de “mentirinha” e também ser jogado na vala comum dos políticos insensatos desta nação.

Música? Talvez você não goste, mas o “rei” Roberto Carlos é um supervencedor: vence todos os anos os modismos culturais e já há quase 40 anos é reconhecido como um grande artista, além de ser o único “empregado” que trabalha apenas uma vez por ano...Quantos músicos foram supervencedores e agora amargam um período (longo) de inatividade porque suas obras eram, como diria....descartáveis. Ou alguém se lembra do Bonde do Tigrão, Vanessa Jackson, Robinson, entre outras pérolas de nossa cultura...?

Existe uma frase que diz: “chegar no topo é fácil, difícil é manter-se lá” e é uma verdade. A mensagem de Paulo em Romanos 8 fala sobre este “chegar ao topo”, que é mediante a salvação. Jesus nos leva ao topo, ao alto do pódio, e o mais importante, permanecemos lá, como supervencedores em um estádio cujos espectadores são os heróis da fé (Heb 11) e cuja coroa vem das mãos do próprio Deus.
Pra finalizar, uma frase inesquecível do Pr Airton Mello, em palestra aos jovens, em 1997: “O “lance” não é cair na rede, mas entrar no cesto”.
Marcelo Lopes
Enviado por Marcelo Lopes em 30/06/2005
Código do texto: T29406
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Sobre o autor
Marcelo Lopes
Guarujá - São Paulo - Brasil, 47 anos
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