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As desventuras de amar!

Falar do amor e da paixão. Umas das mais difíceis tarefas que encontrei nesse dia de hoje. Amar alguém é algo tão bom e digno que chega a nos tornar seres humanos mais dignos, e nos faz pensar e amar mais a outra pessoa que a nós mesmos. Tudo parece um lindo sonho, toda essa atmosfera do ato de amar termina por nos envolver de tal que chegamos a perder os sentidos e o domínio sobre nós mesmos.
Amamos por amar, sem precisar de nada em troca, um simples olhar nos basta. Amamos sem explicação, sem argumentos, simplesmente amamos e queremos ser amados, correspondidos. Todo coração apaixonado espera ansiosamente pelo sorriso ou ao menos por um simpático olá da pessoa amada. Ficamos como que anestesiados pela visão deslumbrante do nosso amor vindo ao nosso encontro ou simplesmente passando ao nosso lado. Ficamos os dias e não satisfeitos entramos pela noite à pensar em quem amamos, no silêncio do nosso quarto fazemos planos e sonhamos muitas vezes tão alto que até parece real naqueles momentos.
Mas de repente tudo parece um pesadelo, como se todo aquele amor que sentimos viesse contra nós em uma avalanche destruidora que visa esmagar o nosso coração; descobrimos que a pessoa à qual amamos, não sente o mesmo por nós, ou mesmo que sinta, se impede de corresponder às nossas expectativas e paixões. E aí parecemos idiotas no teatro da vida, atores em plena atuação sem saber o texto. E o mesmo amor que em um momento nos aqueceu o coração e nos fez feliz, esse mesmo amor, agora, parece destruir todos os castelos que construímos com tanto zelo e afinco.
Parecemos vítimas de uma fatalidade inevitável que é a vida e seus caminhos.
E logo, tentamos desistir de amar, nos desapaixonar. Mas por mais que tentemos é inútil, o amor que em nós foi plantado e cultivado, já se tornou uma frondosa árvore.
E esquecer tal amor seria o mesmo de trair o nosso coração, de apunhalarmos a nós mesmos.
Então, mesmo com todas as desventuras, amemos; amemos sempre e em todos os momentos, sem medo de sofrer ou de sorrir. Gastemos a nossa vida no ato legítimo do amor.
Rodrigo Jordão
Enviado por Rodrigo Jordão em 20/11/2006
Código do texto: T296080
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Sobre o autor
Rodrigo Jordão
Caruaru - Pernambuco - Brasil, 30 anos
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Rodrigo Jordão