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RACISMO INDUZIDO

Um fato, no mínimo estranho, levanta-se em nosso País, primeiro porque somos uma Pátria onde a maioria da população é mestiça, esta maioria não é amarela (índios), negra ou branca, exceto algumas comunidades verdadeiramente índias ainda não contatadas.

Aqueles que migraram para o Brasil de diversas nações do mundo, desde o tempo da colonização até períodos mais recentes, na maioria se misturaram com os nativos mestiços. O que fez desta Nação, um País “sui generis” no mundo.

Existem poucas exceções em alguns grupos étnicos que, por questões culturais, se mantêm a parte de casamentos com brasileiros. Poucos por sinal, pois nossas lindas mulatas, mestiças perfeitas do branco com o negro, com seu vigor híbrido, apresentam predicados não só físicos como emocionais e morais capazes de romper quaisquer ranços culturais e fundamentalistas.

Somos a Nação mais mestiça e ao mesmo tempo mais rica em manifestações culturais, desde a arte, religião até a culinária. Somos um País “multicultural”, como nenhuma outro no mundo. Falamos uma só língua desde o Oiapoque ao Arroio Chuí.

Uma língua de riquíssimo vocabulário advindo das diversas etnias que formam nosso povo, o que nos honra muito, a ponto dos produtores de softwares traduzir os programas para o “Português Brasileiro”.

Não podemos negar que irmãos de cor negra ou amarela, bem como nossas mulheres, sofrem preconceitos de uma elite hipócrita, que os pagam salários menores, ou os fazem ocupar posições inferiores, subestimando assim suas capacidades.

Contudo, estas coisas não acontecem no povão. Pelo menos, até poucos anos atrás, era comum um indivíduo de cor branca dirigir-se a um de cor negra, muitas vezes em tom de brincadeira tratando-o como “negrinho”, “tição”, sem que isto viesse a criar os processos jurídicos de preconceito racial. Tantas vezes ouvi as expressões: “branco de merda”, “vela branca” de companheiros negros, que sempre os prezei e os prezo, sem que nada de grave viesse a ocorrer.

Não sou contra os movimentos de “Cultura Negra”, “Cultura Índia” e tantos outros que existem por aí, considero tudo isto muito válido, pois são formas de enriquecimento para a nossa Nação.

Mas, é interessante observar nas manifestações desses movimentos, pessoas mestiças de tantas colorações, que prova a mistura do nosso Povo e a insatisfação  de mestiços de diferentes matizes lutarem contra esta discriminação induzida.

Todos ditos "brancos", "negros" e "indios" devem sim, desenvolver uma "Consciência mestiça", que deve ser enaltecida e mostrarmos juntos nossa força contra o poder que nos pretende desagregar, objetivando que interesses não sei.
 
De algum tempo para cá, nossos governantes irresponsáveis, vêm induzindo ou estimulando o racismo com suas chamadas “cotas para negros”, “cotas para índios”, “cotas para estudantes de escolas públicas” e um conjunto de Festival de Besteiras que Assola o País”. O famoso FBAPA (que era pronunciado “fêbeapá) pelo nosso saudoso Estanislau Ponte Preta.

Que critério é usado para se afirmar sou negro ou indio? A cor?

Tenho coloração branca, no entanto tenho ascendentes de coloração negra e amarela, disso muito me orgulho. Então, sou o que?

Ora senhores burocratas ou, melhor dizendo “burrocratas”, não queiram criar a desagregação do nosso povo.

Deixem de lado seus interesses pessoais, menos auxilio paletó, menos verbas de representação, para um bando de irresponsáveis que só trabalham três dias por semana, quando o fazem, não incluindo aqui, é claro, as exceções.

Não nos interessa mostrar estatísticas para os órgãos internacionais com UNESCO e outros, enganando a Pátria e o mundo de que a Educação no Brasil está melhor, que temos menores índices de analfabetismo, não reprovando alunos na escola básica e pagando Professores miseravelmente. Criando sim, um bando de incompetentes. Querendo depois justificar toda essa hipocrisia com cotas, bolsa família, bolsa escola e outras baboseiras assistencialistas e populistas, que nada apresentam verdadeiramente programas sociais.

“Brancos”, “negros”, “índios” apresentam a mesma capacidade intelectual. Necessitam sim, de Escola de Qualidade, professores preparados e bem remunerados, para que todos recebam boa educação e aprendizagem, para que possam competir lado a lado, no mesmo pé de igualdade, para chegarem às Universidades e Escolas Técnicas Profissionalizantes.

Aí sim vem a chacota: ta aqui porque é negro, porque é índio! Despertando desta forma o ódio entre os irmãos e fomentando a baixa estima naqueles que não competiram em pé de igualdade.

Basta de enganação e o Povo deste País não pode nem deve entrar nesta “canoa furada”

Temos que lutar contra o racismo e a discriminação com nossas forças, sem que sejamos induzidos pelos maus governantes em todas as suas esferas, que pretendem desagregar nosso povo, olhando exclusivamente seus próprios umbigos como centro do mundo, pois, como bem diz os ditos populares “Todos calçam quarenta” e “São farinha do mesmo saco”.

O Povo educado poderá mudar este estado de coisa e escolher governantes de qualidade e excretar os perdulários e enganadores.

Somos todos responsáveis! Todos que nos orgulhamos de fazer a maior Nação mestiça do mundo. Não queremos ser gado.

24.01.2006
Tadeu Costa
Enviado por Tadeu Costa em 26/11/2006
Reeditado em 23/01/2007
Código do texto: T301548
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Tadeu Costa
Recife - Pernambuco - Brasil, 73 anos
97 textos (7724 leituras)
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