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CHUVA!... GRAÇAS A DEUS.



Welington Almeida Pinto

O DIA TODO foi assim: um céu carrancudo cobrindo a cidade. Pardo, ameaçando chuvas. Vez ou outra, uma ventania içava do chão as folhas secas e os pedaços de papel; tudo rodopiando no ar. Pelo rádio, o instituto de meteorologia explicava: um ciclone extra tropical em alto mar está enviando ventos frios para a região sudeste. A previsão é de tempo instável, com mínima de 19 graus e máxima de 24 na capital mineira. Pode chover forte no final da tarde.

Pouco antes das quatro, o céu escurece. Uma lufada, fria e estúpida, começa a rolar densos chumaços de nuvem negra no ar. Raios riscam o infinito. E trovões bufam sem parar, anunciando a tempestade. A cidade pára, temorizada. Medo e correria nas ruas: pessoas e cães correm para se abrigar debaixo das marquises.

De repente, uma pancada nervosa de chuva desaba sobre a cidade. Durou pouco, mas foi o bastante para encher as ruas com uma enxurrada barrenta, transbordando o meio-fio, que arrastava tudo: a folharia, as garrafas de plásticos e os dejetos urbanos jogados no asfalto.

Minutos depois, ela perde a força, mas não cessa. Estabelece uma toada cadenciada, perpendicular, por mais de uma hora. Mas, minutos antes das seis, a estiagem. O céu de primavera perde o cinza de alumínio e se transforma em um imenso azul. O sol reaparece, meio fraco mais ainda luxuriante, espalhando luz e vida por todos os lados.

Do alto do edifício Malleta, me envolvo numa contemplação curiosa daquela tarde marcada por três estações: calor de verão, chuva de outono e o sol da primavera. Observo xaxins de orquídeas suspensos na estreita e poluída varanda de um apartamento em frente, no Araguaia. Lindas flores!... Revestidas de um novo verde, revigorado pela chuva, me enchem o olhar de clorofila e arte, que também se expandem pelo meu corpo num agradável jogo de sedução.

E assim, enquanto o sol dobrava a fronteira dos morros recolhendo sua luz, lembro Tagore: a Natureza, mesmo agredida, produz flores.

*Tarde do dia 14/12/2004, em Belo Horizonte.

FBN© 2004 * CHUVA!... GRAÇAS A DEUS/Categoria: Conto – © Welington Almeida Pinto

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Welington Almeida Pinto
Enviado por Welington Almeida Pinto em 04/07/2005
Código do texto: T31055
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Sobre o autor
Welington Almeida Pinto
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
31 textos (104057 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:29)
Welington Almeida Pinto