imagem: a.j. cardiais


 
 
São três horas da manhã e eu estou aqui, escrevendo... Deveria estar dormindo, mas o meu sono me abandonou. Deixou-me aqui, entregue a pensamentos bobos, idéias vãs e à companhia de uma gata, com o “motorzinho” ligado, tamanho é o barulho que faz. Você deve estar se perguntando: esse cara vai ganhar o que, escrevendo isso? O que eu posso responder é: sonhos. Eu não estou dormindo, mas estou sonhando acordado. E para ver o "significado depois", eu estou escrevendo.
Se eu for contar pra você o monte de coisas que passou pela minha mente, enquanto eu estava deitado, daria para escrever umas dez crônicas como esta. Resultado: perdi tudo, porque não escrevi. Agora que eu me sentei aqui, com o intuito de aproveitar alguma coisa do que eu estava pensando, tem outras idéias me atropelando. É assim mesmo! É igual a uma enxurrada. Vem lixo de todo tipo: garrafas pet boiando, lata tilintando, bonecas nadando, sacos enchendo e esvaziando... Se você nunca perdeu seu tempo, observando estas besteiras, vai pensar que estou inventando. Mas as idéias são assim mesmo. E se você não prender elas no papel, elas vão embora com a madrugada ou com qualquer hora. Uma idéia é assim: ela vem e, PLIM! É como uma lâmpada que acendeu. Não foi à toa que colocaram uma lâmpada acesa, simbolizando que alguém teve uma idéia. E por falar em luz, eu vou apagar a minha agora, para economizar energia. Estou com os rascunhos (na mente) das crônicas que me incomodaram tanto. De manhã eu vou tentar "prendê-las" definitivamente. Bem, talvez agora eu consiga dormir... Vou tentar.