GERAÇÃO DIGITAL/INTERNET/ORKUT E OUTROS

Escrever tornou-se fácil com o computador. Tantos dispositivos para fazer um texto cada vez melhor porque cada vez que lemos o que escrevemos percebemos que podemos tirar ou acrescentar sempre alguma coisa.

Quando criança via meu pai escrevendo, trazia sempre algum trabalho para fazer em casa, eu ficava observando-o escrevendo naquela máquina Olivetti com duas cores – preta e vermelha. Às vezes as fitas se embolavam e as palavras saíam truncadas difíceis de se ler e ele tinha, com muita paciência, colocar as fitas nos lugares. Isso acontecia quando ele datilografava muito rápido. O pensamento era mais rápido e aí as teclas não acompanhavam.

Eu ficava observando e como tudo na vida passei a ter gosto pela datilografia.

Hoje o que é isso? Não existe mais o curso, agora é digitação.

Liga-se um computador e se acrescenta uma página em branco e tenta preenchê-la com palavras. Depois vem a formatação do que escreveu, correção automática, inserir número de páginas, cabeçalho, planilha, tabela, tudo se aprende com a digitação. Facilita muito quando se escreve.

O computador é uma ferramenta essencial para quem escreve. Agiliza a parte técnica, mas ainda depende do homem para preencher todas as páginas em branco que tiver.

Consigo trabalhar com o computador com certa desconfiança, às vezes parece que ele tem vontade própria, basta apetar uma tecla que se muda tudo, perde-se o que escreveu e, para os apenas iniciados neste mundo, o trabalho está perdido se não souber o que fazer no momento de desespero.

Sou dessas, só sei digitar, outrora, datilografar. Ainda me perco em seus atalhos, mecanismos e tantas outras ferramentas. Através de uma piada aprendi que “ hardware é o que você pode chutar e software é o que você xinga”. Conheci assim as partes do computador.

O computador faz parte do mundo, mas está inserido no meu devido à necessidade, por isso nos estranhamos. Vivemos não em tão perfeita harmonia, mas convivemos com breves períodos de paz.

Quando preciso de um recurso melhor, uma ilustração, inserir um vídeo, uma figura animada recorro ao meu filho de treze anos. O computador faz parte do mundo dele. Sabe digitar - não precisou fazer curso-, inserir o que quiser e de maneira rápida que eu não consigo acompanhar.

O computador para essa geração digital não é uma simples ferramenta. É um brinquedo que não se deixará nunca de brincar. Eu que sou da “geração coca-cola”, quebro a cabeça para terminar um texto, formatá-lo, inserir e publicá-lo, caso precise.

Essa “geração digital-Internet-Orkut e outros” desliza plenamente entre tudo que nos angustia e saem rindo quando enlouquecemos quando um trabalho de repente some da tela. Riem, apertam algumas teclas e eis que surge, fazendo bater novamente o nosso coração, aquele trabalho que parecia perdido para sempre.

A tecnologia agora faz parte de nossa vida, independente se você fez curso disso ou daquilo ou nunca aprendeu nada.

Ela faz parte da vida. Nossa vida está ligada a teclas, a números, a palavras inseridas numa tela de computador, dentro ou fora de nossa casa.

katialimma
Enviado por katialimma em 08/11/2011
Reeditado em 19/11/2011
Código do texto: T3323549
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