imagem: A.J. Cardiais


Com insônia

 
Hoje, madrugada de 31 de dezembro, a insônia tomou conta de mim. Quando eu estou com sorte, a poesia jorra... Mas parece que a poesia entrou em recesso (pelo menos pra mim). Só rola algum poeminha de vez em quando... Acho que o minadouro está fraco, porque o lençol freático já deve estar no fim. Ou talvez sejam as preocupações. Tem coisas demais me preocupando e isso deve afastar as poesias, do meu "radar poético".

Estou aqui desesperadamente procurando entreter-me, para ver se o sono chega. Já escrevi (pensando) uma crônica inteirinha, que não é esta, e nada do sono chegar... Talvez até tenha piorado a insônia. Infelizmente o computador está no quarto, e eu não quero acender a luz para não acordar a patroa. Patroa... Que termo mais antigo, não é? Se bem que o pessoal do tráfico de drogas “adotou”, e agora é uma tal de patrão pra lá, patroa pra cá...

Agora lembrei-me de quando eu era menino, e quando uma fumaça estava vindo para o nosso lado, a gente ficava abanando com as mãos e dizendo: fumaça pra lá, carneiro pra cá... Fumaça pra lá, carneiro pra cá... Por quê carneiro pra cá? Que negocio mais sem sentido, não é? Coisas de antigamente.
Agora durma com um barulho desse...

31.12.2011