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O CAMINHO DA LIBERDADE É A PRÓPRIA LIBERDADE

"O CAMINHO DA LIBERDADE É A PRÓPRIA LIBERDADE" (BAKUNIN)

 

E parodiando ou não, o caminho de nós mesmos ‚ nós mesmos. As vezes me pergunto se o caminho não ser  tão difícil ou interrompido que, aquilo que nos parece como algo já  feito, não passou até agora de um obstáculo no meio do caminho, uma pedra não drummoniana.

    Por isso as respostas me parecem vazias. Ora, mais adiante, me parecem plenas. E sem querer vamos nos compondo de ausências e presenças, medos e certezas, amor e desamor, viagens e estadias.

    E mais que todos, mais que tudo o que pensamos, pensaremos ou conseguiremos pensar, somos um acúmulo de erros passados, um monte de incerteza de nós, perguntando sobre outubro, querendo saber de Maio. E em tudo isso a pergunta angustiante que Egberto me faz em Sapain: será  que ouviríamos Sapain de forma mais simples, num imenso palácio de pinturas?

    Somos por demais presos para que sejamos o instrumento. Mas somos, ao mesmo tempo, soltos demais para que não queiramos pelos menos tentar ser, senão o instrumento, pelo menos o entendimento dele.

    Por isso ouvimos Egberto, às vezes, em êxtase: ele é nosso processo de a - cultura - ação inversa solto no mundo. E tal como nós não é o instrumento, mas a compreensão In - poética disso tudo. E tudo isso vai compondo nossa coragem infinita e nosso medo eterno. O mesmo em dois a se combater se unindo em nós. O medo, sabemos bem, nunca superaremos. Por isso é vital não perder a coragem, aquela vontade louca de rasgar, às vezes, toda nossa carne e soltar as entranhas estranhas no mundo.

    E daí...essa coragem louca de não saber nada além do que saberemos amanhã, nada além do que não saberemos amanhã e só no depois, no próprio saber de nossa loucura. E nossa loucura questiona tudo, mais que tudo a nós.

    Somos a pergunta sem resposta, a busca incessante de algo que, sabemos, nunca encontraremos na sua plenitude, mas que temos que buscar plenamente.

    Temos que ir. Sempre teremos que ir. E essa prisão também nos liberta, senão da realidade, pelo menos de nossas dúvidas em ir. Porque não pode haver dúvidas: temos que ir.

Por isso e por saber isso levantamos poeira, afundamos os relógios, somos a margem de um mundo marginal ao homem.

    E ao ter que ir...sabemos que não há  caminhos únicos. Apenas ir.

E estamos indo...diferentemente. E sabendo que o homem, mundo humano não marginal a si mesmo, está  longe de nós. Mas que estamos mais próximos, objetivo inacessível, do que o simpático mundo, odioso, que está  indo por aí.

    Vamos... diferentemente, mas todos procurando ir. Porque temos que ir. E encontrar não o que queremos, mas a coragem de prosseguir.

Uma coragem que essa diferença de caminhos às vezes acentua, outras vezes dá  medo. Mas tentando ser a cor do medo, a coragem, o caminho. Ser busca incessante e cor - ajo de coragem de continuar perseguindo esse todo - um que nunca acharemos.

    Vamos...em frente. Temos que ir...em frente.

    Que o dia de hoje, mais um dia que temos que ir, seja o lugar mais uma vez, felizmente, que nossos caminhos se cruzem e se busquem.
Humberto Amancio
Enviado por Humberto Amancio em 18/07/2005
Código do texto: T35259
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Sobre o autor
Humberto Amancio
Amparo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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