CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

O primeiro dia em uma academia

Sempre li e-mails engraçados sobre o primeiro dia na academia, recebi vários e ri diversas vezes com esta história, porém nunca imaginei que seria assim ou pior!

Tudo começa muito antes, a diferença está em que a primeira vez na academia não é a mesma coisa para um magro e para um gordo. O magro está acostumado com roupas coladas, camisetas graciosas e de malha, o gordo não! Se você é magro e nunca conviveu com um gordo provavelmente não entendará o que relatarei aqui, caso você seja gordo, tenha sido ou está a caminho irá se identificar com certeza. Quero deixar bem claro que o gordo dito por mim não é aquele apenas de gordura e sim o de pensamento e comportamento (isso dá uma outra crônica, mas vamos focar na academia).

Primeiro desafio de um gordo na academia (encontrar roupa de academia)

A impressão que me dá é que todas as pessoas que frequentam academia já emagreceram em casa e começam a frequentar apenas para manter, não é possível gente, faça o teste, entre em qualquer loja e vá na sessão de roupas de ginástica e veja se encontrará alguma pecinha que realmente sirva num gordo!? (EU DESAFIO A CIÊNCIA) Não existe! Todas são de lycra (onde o gordo fica gomado  - cheio de dobras-), todas as blusinhas são compridas (onde que o gordo as precisa LARGAS) e por fim, todos os tamanhos são PP, P, M e G (obviamente seguindo as medidas de uma loja infantil).

CONCLUSÃO: O gordo vai cortar aquela calça e transformar em bermuda e pegar uma camiseta já velhinha e esticar com os bracinhos até dar uma laceada (para conseguir respeirar entre os exercícios).

Segundo desafio de um gordo na academia (os aparelhos)

Todo gordo que se prese já olhou para aquelas pessoas suadas e que malham se olhando no espelho e pensou: "meu Deus, o que estou fazendo aqui!?" Mas você sabe que precisa emagrecer e continua. Normalmente começa-se pela esteira, é a sensação mais extraordinária da vida, nos tornamos um ramister, descobrimos que temos uma torneira que jorra do nosso corpo incasavelmente, nunca soube que pudesse suar tanto e que por mais que se tente não tira os olhos de quantas colorias perdeu, e que após caminhar cansavelmente por 35 minutos percebe que nem perdeu aquele pedaço de bolo que comeu a tarde. É cruel e desesperador, mas somos positivos!

Os aparelhos parecem instrumentos de tortura, assentos que foram feitos para os magros, porque a bunda de um gordo de verdade não se acomoda naquele PEDACINHO de ferro, sem falar nas alavancas, parece que estamos nos preparando para a tortura (não deixa de ser). Empurra-se, levanta-se, estica-se a cada 10 ou 15 sessões, aí para por 2 minutos e fica tentando recompor o fôlego olhando para os lados agraciado com a imagem de que você não é o único sofredor.

CONCLUSÃO: o gordo vai olhar tudo aquilo, focar no cara ou na mulher mais malhado da academia e pensar: EU VOU FICAR IGUAL (mentir pra si mesmo às vezes é a melhor opção).

Terceiro desafio de um gordo na academia (sentri-se um humano)

Não estou exagerando, quando se vai à academia pela primeira vez é normal que se sinta um ET dentro de um Ovni. Um ET porque não fazemos parte daquele mundo e dentro de um Ovni porque estamos apenas sobrevoando toda aquela experiência, a diferença entre as duas é que pelo cinema os ETS querem sequestrar os humanos e nós ETS de academia queremos apenas nos misturar e fazer de conta que tudo aquilo sempre nos pertenceu.

CONCLUSÃO: não adianta querer fazer parte deste mundo, você o está usurfruindo mas ele não faz parte de você.

É acho que por hoje é isso, enquanto malhava hoje por 45 minutos (porque não se pode matar o gordo no primeiro dia) tive estes pensamento e resolvi expôr, espero que se leu até aqui tenha no minimo gargalhando em algum ponto!
Rafaela Scicchitano
Enviado por Rafaela Scicchitano em 14/06/2012
Código do texto: T3723610
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre a autora
Rafaela Scicchitano
Londrina - Paraná - Brasil, 28 anos
50 textos (5374 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/04/14 17:48)