SER FELIZ?...

A opção de ser ou não ser feliz...é exclusivamente nossa...
Está guardada em algum cantinho...dentro de cada um de nós...
Quem gravou, quando foi gravada - não sabemos. Jamais haveremos de saber...
Muito menos como o foi...
Alguém já insinuou que: ”A felicidade não existe”...”existem momentos felizes!”...
Nós, o somos, somente de passagem...
Será?...
Como definir tudo isso, então?
A felicidade é um sentimento? É uma sensação?
É produto de nossa cabeça? Brota de nossa imaginação? É fruto de nosso coração?...
Fica tudo muito complicado, muito obscuro, quando tentamos entender aquilo que não sabemos sequer definir...
O desconhecido sempre nos meteu medo. Sempre nos amedrontou. Nos apavora. Nos dá calafrios. Faz a gente duvidar das próprias forças...
Admitamos: não sabemos o que é felicidade...
Mas, mesmo não sabendo, podemos ser felizes?...
É bem possível...
Se soubermos onde queremos chegar. Se não for preciso fazer tantas perguntas. Se não buscarmos tantas respostas. Sim...
Se não misturarmos sensação com sentimento. Se não confundirmos o bem com o mal. Se não enxergarmos o certo no incerto. Se não misturarmos o real com o abstrato. Se não trocarmos o verdadeiro pelo falso. Sim...
Mil vezes sim...
Afinal, como já foi dito, ”ser feliz”, é apenas uma sensação a ser controlada por nossa cabeça. Emoção que não podemos, jamais, deixar que seja definida - muito nem administrada - por nossos corações...
É uma questão de escolha. Pessoal. Única...
Assim sendo, a verdade é uma só: sempre que corrermos em busca da felicidade, guiados apenas por nossos sentimentos, estaremos caminhando nas pontas dos pés...sobre o fio de uma navalha...e nosso objetivo – ser ou não feliz – ficará dependo das mãos do destino...não passará de um simples dado flutuando no ar depois de ter sido arremessado fortuitamente num jogo de azar...podendo apontar uma trilha que levará direto para a areia movediça da incerteza...armadilha em que cada passo que tentarmos dar nos jogará mais para o fundo...
Poucos conseguem escapar dos estragos provocados por essa verdadeira “roleta-russa”...
Não há como fugir. De um jeito ou de outro, mais dias, menos dias, mais cedo ou mais tarde, acabaremos ficando frente a frente com essa cruel encruzilhada...
Felizmente - para nós - a vida sempre nos oferece dois caminhos...
A opção é, exclusivamente, nossa...