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Texto

Só não me deixe sentar na poltrona, no dia de domingo.

Tu vai ver como é ruim; conhecer alguém que já pôde tocar teus lábios, já te teve nos braços e pôde dormir de conchinha com você. Alguém que já pode olhar nos teus olhos e assim, beijando-os demonstrou carinho e amor. A pior coisa do mundo é sentir calada todas essas angustias, e não poder reclamar ou , te beijar por um tempo intermitente até que essa sensação de falta e inferioridade passe. Me sinto mal, só de pensar que não posso sair correndo nesse dia chuvoso, e te encontrar nem que seja numa esquina, escura e perigosa, só pra ver teus olhos brilhantes tua pele reluzindo com a chuva tocando-a, e a lua fazendo-a brilhar. Queria poder, tirar cada fragmento de medo que há no meu peito, queria poder sorrir com veracidade, e ter a certeza de que você está nos meus braços e daqui não sairia mais.

Já não sei o que pensar e tudo parece turvo  na mente, palavras alheias já não ajudam; tua voz ecoa dentro da minha cabeça, como uma melodia doce, que agora parece estar tornando-se  forte cada dia mais. Meus olhos não conseguem ficar sem escorrer lágrimas de desespero, saudade, vontade e apego; não sei o que pensar, não sei o que dizer. Não consigo mais caminhar, por essas ruas escuras, sem pensar na saudade que tu me causas.  Te procuro em mim, nas minhas roupas úmidas pelo choro da madrugada; ta tudo tão bagunçado aqui. Parece que só ajo de forma sufocadora, e que a cada vez posso te fazer ir embora de perto de mim. Não quero perder-te. Não quero deixar-te ir. Mas meu jeito pode fazer com que se canse, e vá.

Não me deixa ir, me busca, me abraça, me prenda. Não me deixa fugir, não dessa vez. Não me deixa estragar tudo, não me deixa. Quero acordar antes de você e  te olhar dormir, quero te beijar na madrugada, quero ver teus olhos em meio a escuridão, quero poder te abraçar e ter certeza que ali contem o meu mundo, alguém que é insubstituível, o ser mais importante que já pude ter. Por favor, não me deixa sozinha, não me deixa assustada, não me deixa. Meus olhos já não suportam mais chorar por medo, medo que invade todo o meu corpo. Medo não das tuas ações mas medo de não conseguir suportar tanto amor. Diz, que fica. Diz que não em abandonará nas tardes de domingo, que irá me cuidar quando estiver com febre, que deixará meus braços te acalentarem nas noites frias, diz que tá perto.  Diz que não vai me deixar. Diz que me amará quando eu estiver descabelada; eu te amo de uma forma tão grande que cada parte minha tornou-se una, com cada parte tua.

Olha, veja a Lua, está tão linda. Olha, as estrelas; é algo que tu também pode ver, e estaremos como numa simbiose perfeita num só pensamento; me faça carinho, me faça pãezinhos. Não minta pra mim, não me engana, não me faça de boba, por favor.. Eu prometo retribuir, prometo levantar mais cedo e fazer-te um café,  levar na cama e ficar ali um dia todo. Por favor, não me deixa só. Preciso de ti muito mais que imagina, e mesmo que não saiba, quando ‘estou’ contigo, o mundo para, nada mais faz sentido, nada mais importa, a não ser tu. Não consigo mais escrever, não consigo mais fazer nada, a não ser chorar e pensar no quão longe dos meus braços, o teu corpo está.
Moira Louis
Enviado por Moira Louis em 25/02/2013
Código do texto: T4158925
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Sobre a autora
Moira Louis
Goiânia - Goiás - Brasil
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