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O Rico Pobre


“Conheço um homem tão pobre, mas tão pobre que só tinha dinheiro!” Este pensamento de Matheus Dimitru Scutasu nos faz refletir sobre o poder que o dinheiro pode exercer sobre determinadas pessoas. Especialmente sobre aqueles ou aquelas que não acreditam na existência de um Deus poderoso que está acima de todas as coisas. Eu também conheci e conheço gente assim. A única coisa que conseguem fazer bem é provocar a discórdia entre as pessoas. Vivem pelo dinheiro e só respiram “prosperidade”. Sempre que podem tiram proveito das pessoas em favor próprio, pouco se importando se aquelas pessoas sofrerão ou não com este ato. Apesar de toda riqueza que possam acumular, essas pessoas são pobres e infelizes. Muitas vezes as pessoas as respeitam por medo ou por imposição mesmo, mas nunca por amor. Aliás, essa palavra nem faz parte do vocabulário do pobre homem rico. Ele consegue colocar irmão contra irmão e ignorar o passado quando foi auxiliado pelas pessoas que hoje desdenha. Para ele tios, tias, cunhados e até avós não são parentes. Talvez pelo medo de que venham pedir dinheiro emprestado. Trata-se de uma pessoa solitária e de mal com a vida. No fundo o pobre infeliz sabe que um dia a onda virá mais alta e levará para sempre seu castelo de areia. Nada ficará! Nesse dia é que se avaliará a verdadeira riqueza de um ser humano. Sua alma deverá estar transparente e receptiva para a grande viagem. Uma viagem de retorno a seu criador ou a total aniquilação do ser existente. Nenhum dinheiro comprará ingressos para a glória de Deus. Não haverá bilheteria no portal do paraíso celestial e daqui nada será levado.
O pobre homem rico paga com a calunia os que discordam de seus atos. Tenta ser feliz criando e impondo regras em busca de paz. Tudo tem que estar corretamente disposto. Tange as pessoas como se gado fossem e tira proveito monetário das mínimas manifestações de apreço dos que se aproximam. Religiosos não se cansam de dizer que não se pode servir ao deus-dinheiro. No entanto para um ateu não sobra alternativas a não ser acumular riquezas e servir ao dinheiro, mesmo que tenha que escravizar mulher e filhos e ignorar parentes. Matheus Dimitru escreveu ainda “Use as coisas e ame as pessoas e o principal, não confunda os dois”.
Quem ama as coisas e usa as pessoas pode acumular muita riqueza, mas jamais será feliz. Pelo menos nunca conhecerá a verdadeira felicidade. Há um pensamento corrente que diz que dinheiro não traz felicidade. Alguém completou dizendo que não traz mesmo, manda buscar. E muita gente concorda com isso. Não há dúvida que o dinheiro que pode satisfazer todas os desejos materiais e proporcionar viagens a lugares parasidíacos. E isso é muito bom! Quem não gostaria de ter tudo à mão?! Só se for maluco pra não querer. Dinheiro é energia e deve circular, de preferência em nosso círculo. Jamais que colocaria contra o dinheiro e a fortuna. Remendando o pensamento de Dimitri posso dizer que também conheço homens e mulheres tão ricas, mas tão ricas que além de dinheiro tem Deus no coração. Essas pessoas não servem ao dinheiro, mas sim a seu criador. Reconhece a necessidade dos menos favorecidos e não os ignora e nem tenta sufocá-los. Pessoas que assim agem são ricas, mesmo não tendo dinheiro. São pessoas felizes os que respeitam os amigos, familiares e buscam a harmonia entre as pessoas. De nada adianta buscar a paz e a felicidade externamente pois elas estão dentro de cada um. É quando você fecha os olhos para dormir e sabe que poderá repousar em paz com sua consciência. Ser feliz é saber, em seu íntimo, que não roubou ou feriu ninguém, nem disse palavras caluniosas contra as pessoas. Entender que algumas coisas não podem ser alteradas e aceitar os desígnios de Deus buscando as energias positivas por ele emanadas. “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Jesus Cristo (Marcos 8:36)

Donizete Romon – jornalista e palestrante
Opiniões, criticas e sugestões: peteca@petecaeventos.com.br
Doni Romon
Enviado por Doni Romon em 02/06/2013
Código do texto: T4321908
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Sobre o autor
Doni Romon
Campinas - São Paulo - Brasil, 61 anos
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