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Pátria Amada

PÁTRIA AMADA
Maria Alice Estrella
           A dimensão da minha pátria e do sentido que ela tem no meu contexto extrapola mapas e medidas.  Descubro o quanto ela significa nas vezes em que a deixo e me ausento em viagens para outras terras, solos diversos, diferentes climas.
          A saudade que sinto dela triplica o seu tamanho e multiplica a distância em latitude e longitude. Porque, sem dúvida, o verde das matas é mais verde na minha pátria: ”Do que a terra mais garrida teus risonhos lindos campos têm mais flores; nossos bosques têm mais vida; nossa vida no teu seio mais amores”; e nos céus a Via Láctea presenteia com “a imagem do Cruzeiro” que “resplandece” aos olhos ”dos filhos deste solo”.
         E se, eventualmente, vejo tremular a Bandeira verde-amarela em mastros estrangeiros, um nó na garganta estrangula as palavras do Hino nacional, que a minha alma soletra em silêncio.
        O “gigante deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo”, suspira um sopro inaudível de saudade.
        E o povo da minha terra, que “não foge à luta” manda notícias através dos jornais.  E as notícias da “Pátria, mãe gentil” chegam carregadas de desmazelos e falcatruas, enterrando a esperança e maculando “de um povo heróico, o brado retumbante”.
        Somos protagonistas, queiramos ou não, do momento histórico em que estamos inseridos porque somos filhos dessa “Mãe gentil”.  E a nós não cabe o dar de ombros, a omissão porque trazemos conosco a catalogação de cidadãos de uma pátria doída, machucada, aviltada, mas pátria, rincão, lar, “terra idolatrada”.
        E, se ”és belo, és forte, impávido colosso, o teu futuro espelha essa grandeza”. Portanto, minha “Pátria amada”, nada poderá empanar o teu brilho e o patriotismo de cada um e de todos, embora enfermo, desanimado não extinguirá a esperança , pois se “ergues da justiça a clava forte”, verás que não “teme, quem te adora, a própria morte”.
        O amor gratuito pelo pedaço de terra que nos viu nascer, que nos acolheu em seus braços, alimentou nosso crescimento e embala nossos ideais de virtude precisa despertar para que a tua dignidade, o respeito aos valores morais, sejam restaurados desde a base até o cimo da pirâmide.
        Precisas, minha Pátria, que uma comoção nacional se faça sentir novamente, para comemorar a data magna de Sete de setembro com orgulho, num abraço forte, que nos congregue sem fronteiras ou limites, ao redor do “Gigante pela própria natureza”, cujo nome é BRASIL!

 
Maria Alice Estrella
Enviado por Maria Alice Estrella em 02/09/2005
Código do texto: T47061

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Sobre a autora
Maria Alice Estrella
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 66 anos
13 textos (1130 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:50)
Maria Alice Estrella