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"Número Dois"

Somos por natureza seres encucacadas, melhor dizer neuróticas; Deve ser os hormônios. Pois não há lógica que exlique nosso mau humor ao ver uma toalha molhada em cima da cama ou a almofada fora do lugar; Se por acaso alguém arruma nossa mesa e aquele minúsculo papel que conseguimos fazer uma imensa anotação desaparece, vira caos; ou com o corte de cabelo que não ficou desfiado milimétricamente como o da modelo da foto, nesta hora nem levamos em conta a estrutura de nosso cabelo, queremos igual e pronto.
Penso o que é o condicionamento mental imposto ao nosso corpo, deveria ser copiado em qualquer método lavagem cerebral...
Criamos ao longo de nossa vida verdadeiros rituais; há algum tempo escrevi sobre "Manias & Compulsões"; a formúla quase mágica com que escolhemos roupa, os métodos para ir ao supermecado e fazer compras; A verdadeira logística para cuidar da casa ou escrever um texto (tenho sempre que colocar "a" música antes,escuta-la enquanto escrevo, como agora..neste momento...); Os diversos rituais empregados no trato da beleza; uma odisséia no ritual do banho; rituais para sexo, ops este ritual é em parceria, e, é outro assunto; E, rituais para ir ao banheiro...
Já perceberam a paranóia que nos acomete quando estamos em algum lugar diferente, que não seja nossa casa, e, por puro condicionamento não conseguimos usar o banheiro? Não digo para fazer xixi, este fazemos em qualquer lugar, dependendo da cerveja ingerida, até na calçada...Mas e o "número dois" ? Não há lactopurga que dê jeito...Em hotéis, que é praticamente um lugar neutro, suamos frio, a barriga fica dura, aquela sensação de mal-estar e peso; Quando nos hospedamos na casa de alguém vem aquela célebre frase..."Eu só consigo fazer em casa"...Por que até na hora de fazer o "número dois" criamos um ritual...Alguns levam revistas, livros, jornais, laptop, telefone e micro system (cocô dançante é tudo)...Ou seja uma bateria de entretenimento escatológico...
Ai entramos em um assunto pra lá de polêmico: Fazer ou não fazer o famoso “número dois” na casa do cara? Tenho uma amiga que ficou com tanta vontade, mas tanta vontade, que pediu licença, pegou o elevador e foi em uma lanchonete na rua do cara para usar o banheiro; É muita piração não? Ou será frescura mesmo? É uma fantasia pra lá de absurda, querer que o cara pense que somos de porcelana, que não somos humana, que não usamos o banheiro; Será que se ele estiver na sua casa, na mesma situação, você tem alguma dúvida se ele vai ou não usar o banheiro? Claro que vai... e ainda periga escutar o barulho da descarga...
Muitos que irão ler este texto poderão falar.."Mas que assunto de merda"! Realmente e literalmente, mas entrei em processo de descondicionamento; Nada de jornais, revistas, laptop,blocos e canetas, microsystem e café...

Ah! Sei lá; E se por acaso não tiver o tal bar por perto...
Tânia Aranha
Enviado por Tânia Aranha em 06/09/2005
Código do texto: T48186
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Sobre a autora
Tânia Aranha
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Tânia Aranha