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Crônica do Sorriso Seu


O relógio digital que fica sobre a minha mesa e que me situa no mundo estressado das horas, marcava um pouco mais de meio dia. Eu estava com tanta saudade de você que podia sentir o latejar de meu coração. Aqueles filmes dos nossos momentos não paravam de passar na tela de minha mente. E entre eles, o que mais gosto e o que mais vejo é o que gravamos na nossa viagem a Aracajú/SE. Já estivemos juntos em muitos outros lugares, mas nada se compara ao que vivemos ali. Foi muito mágico, e por falar em magia, lembro de nossa trilha sonora “Mágica – Marca, aonde vou te ver, quem sabe no mesmo lugar, aonde a gente ia sempre se amar, repartindo o mesmo lençol, sentindo a luz do sol tocando a alma... Parece mágica, nascemos um para o outro, a lua e o mar, o sol e o amanhecer...”
Poxa, não preciso ser fã dessa banda para gostar dessa música que tantas vezes ouvi ao seu lado.

Bem, como eu ia dizendo, o filme de Aracajú se repetia em minha mente e eu sabia que precisava falar com você. Verifiquei o horário e, mesmo acreditando que você já teria  saído para o almoço, resolvi ligar e eis que você atendeu.

Poucas palavras foi o que de início recepcionou a minha saudade tão profunda. Insisti na conversa, mesmo percebendo que o meu interlocutor estava um tanto ausente. Perguntei o que havia acontecido, falei do meu amor, da minha saudade, da sabedoria da vida, da necessidade de sermos fortes e sábios, falei dos medos, mas engoli os meus problemas para tentar resolver os seus. Aos poucos você foi se sentindo seguro, vivo. Aos poucos eu fui te puxando de volta à ativa. As palavras já não vinham soltas, vinham em frases, em períodos, parágrafos. E eu já podia então me deliciar ao som de tua voz. Você sabia que tem uma voz de veludo? Macia... Não sei bem explicar, mas a tua voz me acaricia.

Senti-me aliviada ao perceber que você melhorara o humor, o ânimo. De repente, após eu dizer que você era lindo demais para ficar triste assim, você desatou a rir, primeiro uma risada tímida, depois foi rindo mais, e mais, e mais. Seu sorriso durou um minuto. Eu, durante um minuto, estive no Paraíso. Deus, na sua grandeza me presenteou com um minuto de luz para o meu espírito.

Talvez você nem tenha percebido, mas naquele dia o seu sorriso foi meu prêmio maior. O seu sorriso foi o meu tesouro.

O seu sorriso foi meu.





Cinthya Danielle dos Reis Leal
Enviado por Cinthya Danielle dos Reis Leal em 16/09/2005
Código do texto: T51035
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Sobre a autora
Cinthya Danielle dos Reis Leal
Petrolina - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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Cinthya Danielle dos Reis Leal