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Sou romântica, simplesmente.

Sou romântica, simplesmente.

Um romântico não escolhe ser romântico. Ele nasce romântico, ou melhor, um romântico não nasce simplesmente, ele renasce de algo que já existe, de um mundo perfeito, de uma realidade que de tão real é um sonho.

A minha alma conhece a perfeição, sabe que o belo existe nas suas mais ousadas formas, sabe da existência de uma paz constante e absoluta, já viveu o amor na sua mais sublime fórmula. E não preciso ser louca para afirmar isso, a minha alma me grita a todo instante, está registrado nela, eu sinto.

Vivo cada instante dessa minha existência numa busca incansável pelo saciar desse meu desejo de reviver essa perfeição que já vivi em algum tempo. A todos os instantes me vejo mergulhar nesse objetivo. E não me canso, não desisto, não me perco no caminho.

Sou consciente de minha realidade, mas sei, antes de mais nada, que eu e minha alma podemos mudar o que vemos ao nosso redor. Eu e o eu que encontro em minha alma.

Sou romântica porque vivo intensa e maravilhosamente todos os meus instantes. Conheço a beleza de chorar um amor perdido, um amor que simplesmente me trocou por um outro coração, mas conheço também a beleza de viver nos olhos apaixonados do outro todos os sonhos de um futuro feliz.

Conheço igualmente a beleza de querer fugir do exterior e me trancar em mim mesma pra procurar entender meus conflitos, como também conheço a beleza de, sendo mulher, me sentir amada, tocada, acariciada, invadida, de ser levada ao paraíso num êxtase completo da alma.

Sou romântica porque vivo numa busca eterna pelo eterno prazer. E não importa se eu não o encontre agora, importa sim, a busca. Vivo dessa busca, me empenho nela e ela é meu combustível. Sinto prazer ao chorar, vejo beleza em minhas lágrimas. E se ganho, logo encontro outro ideal, e mais uma vez recomeço a busca.

Sou romântica porque adoro o belo, o irreal, o que de tão puro parece inexistente.

Sou romântica não só por escrever cartas de amor, que de ridículas não têm nada, mas também por idealizar, acreditar e lutar por uma sociedade digna, justa e perfeita para os povos.

Utopia?

Não.

Anseios de uma alma que nasceu para ser livre.



Cinthya Danielle dos Reis Leal
Enviado por Cinthya Danielle dos Reis Leal em 03/03/2005
Código do texto: T5564
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Sobre a autora
Cinthya Danielle dos Reis Leal
Petrolina - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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Cinthya Danielle dos Reis Leal