Foi um final de semana inesquecível.

Tiraram os meus braços.
Começando o sábado percebi que estava sem net, liguei para a Velox, prometeram uma solução até o fim da tarde. Nada!
Iniciando a noite voltei a ligar, agendaram uma visita no domingo.
Estranhei, contudo eu queria a solução do problema, topei fantasiar, acredidei, quebrei a cara.
Na noite de domingo descobri que o agendamento indicava a segunda, ou seja, exatamente hoje.
Provei um atendimento bem descortês.

Cá, no trabalho, finalmente estou conseguindo navegar.
Comecei a refletir (não faltaram reflexões sábado e domingo) sobre o desapego proposto por Buda.
Se eu não estivesse acostumado com a ação de navegar, não sofreria porque a net caiu, evitaria as indelizadezas dos atendentes, poderia realizar algo muito mais útil.
Talvez ler livros, sair e olhar o mar, contemplar o céu, observar as aves faceiras, sorrir papeando, assobiar, paquerar as vizinhas gostosas...
Tanta coisa bacana a gente deixa de fazer navegando!

Os textos também sumirão, porém, nesse caso, vocês, meus gentis leitores, sairão ganhando, pois acabarão se livrando desses rabiscos tão sem graça.
Enfim, há mais de 2500 anos, Buda tinha razão.
Sofremos navegando ou almejando navegar, a Velox ou outra amiga afim vem nos incomodar, tira todo nosso sossego.

A gente deseja tanto um chamego, imagina o doce aconchego.
Bastava o desapego!

Um abraço!
Ilmar
Enviado por Ilmar em 21/03/2016
Reeditado em 21/03/2016
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