MASCOTE

Juntamente com duas turmas do segundo ano assumi com meus alunos que o pé de pau-brasil plantado no colégio por ocasião das comemorações dos 500 anos do descobrimento seria a nossa mascote no programa 5S.

O programa 5S possui uma marca ecológica muito forte e no estudo relativo a sua implementação vimos a sugestão de se ter uma mascote. Discutíamos o que poderia ser a nossa. Quando um dos alunos sugere uma planta lembrei-me do pau-brasil. Indaguei se conheciam. Negativo.

Apresentei-lhes. Dois metros e pouco de altura. Ainda não floriu. É árvore de crescimento demorado. Folhas mirradas, verde-escuras, aqui e ali folhas amarelas, secas.

_ Isto é pau-brasil?

_ Sim!

Pediram para confirmar se é aquela árvore das sementes vermelhas.

Pau-brasil não tem sementes vermelhas, aquilo é uma das quinze variedades de acácia, originária da áfrica. Caesalpinia echinata, pau-brasil ou pau-pernambuco é madeira de miolo vermelho. Suas sementes são marrons como uma fava amassada. A vagem é espinhenta, pequena e quando seca estala com o calor do sol jogando a semente longe.

Lancei-lhes um desafio: proteger a nossa mascote.

_ Não é preciso muito: um pouco de atenção, água de vez em quando; quando for possível trazer-lhe umas cascas de frutas de presente. O mais importante: livrá-lo de fogo e vassoura.

Na mesma semana, com a permissão da diretora, eu e o Mateus lhe construímos uma mureta de tijolos, um ao lado do outro, sem argamassa, formando um círculo. Preenchemos com folhas secas de cajueiro e começamos a aguar. Lancei sementes de milho, feijão e vez ou outra cascas de mamão, banana, outra frutas.

A resposta foi imediata: hoje, passadas três semanas, surpreendeu a mim e à Marli. Aspecto novo, folhas tenras, graúdas, verde-claras. Viçoso e com vários botões de flores para daqui a dez ou quinze dias. Como é gratificante!