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QUAL É A DÚVIDA?

- Penso em votar NÃO no referendo porque sei...

que nos desarmar não adiantará nada;
que a violência não parece nenhum pouquinho a fim de acabar ou, ao menos, acalmar;
que os bandidos continuarão entrando em nossas casas;
que as balas perdidas continuarão encontrando crianças por aí;
que as crianças continuarão encontrando armas perdidas por todo lugar (principalmente aquelas perdidas na sala de estar ou no quarto dos pais);
que os maridos continuarão descarregando seus cornos, suas bebedeiras e suas munições nas esposas;
que as pessoas que moram em lugares ermos continuarão a esmo;
que os traficantes continuarão traficando tudo o que for traficável, inclusive e ainda mais armas, e que matar continuará sendo diversão garantida para esses doentes;
que as pessoas ruins continuarão fazendo o mal de qualquer maneira;
que até com um canivete se seqüestra um avião;
que acidentes acontecem, ora bolas;
que a liberdade do outro termina quando começa a minha;
que agora já gastaram mesmo os 250 milhões, então só resta votar;
que não importa o que aconteça eu continuarei desarmada.

- Penso em votar SIM no referendo porque sei...

todas as coisas citadas acima e mais uma:

que precisamos urgentemente construir uma cultura de PAZ.

Para o nosso futuro, para as nossas crianças, para o nosso mundo.


Mulher de Sardas
Enviado por Mulher de Sardas em 19/10/2005
Código do texto: T61132
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Sobre a autora
Mulher de Sardas
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 36 anos
50 textos (9999 leituras)
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Mulher de Sardas