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Segredos... Antigos

“Às vezes a gente não sabe o que pensar sobre os problemas que nos aflige. Não sabemos se é o nosso destino ou nossa escolha, se existe ou não Deus. A resposta nunca vem, mas nós temos que continuar nossas vidas, muitas vezes como se nada tivesse acontecido. Acreditando sempre nas mesmas verdades ou mentiras.
Apesar das tragédias que vêm acontecendo comigo, não consigo desconfiar que Deus exista, acho mesmo que ele é diferente do que muita gente imagina.
A dor é algo triste e inexplicável, não basta só dizer, “meu coração está doendo”, há algo mais em uma simples lágrima. Deus está presente em tudo isso.
Não acredito que nosso coração, que é um músculo seja capaz de sentir qualquer tipo de emoção, muito menos a dor. O único lugar que faz parte do nosso corpo que realmente sente, é a nossa alma. É ela quem passa ao nosso cérebro o que estamos sentindo e por fim o nosso cérebro passa ao nosso corpo, parte física. Os efeitos são variados. Da simples lágrima a doenças mais complexas, até mesmo o delírio. A nossa alma é quem sofre a dor, o corpo, o reflexo.
Quando essas coisas tristes acontecem, agimos como se fosse o fim. Sentimos algo muito estranho, não sabemos o que pensar. Primeiro vem o ódio, sentimos ódio de tudo, como se todos fossem culpados. Depois a culpa, sentimos a culpa da separação, a culpa de não ter aproveitado mais tempo juntos, a culpa de achar que nunca vai ter fim e então se descobrir enganado.
E nunca estamos preparados, nunca sabemos esperar pelo pior, por mais que tentamos ser fortes e realistas.
Foi assim que aconteceu comigo.
Nunca quis escrever sobre isso, doía muito. Mas agora parece estar sendo necessário, já que não encontro ninguém para desabafar.
Li alguma vez em um livro que quando, escrevemos, principalmente em diários, é para que este seja lido por outro alguém, na verdade o que dizemos tentar esconder é exatamente o que queremos que todos vejam. Eu não sei exatamente se esse é o motivo de eu estar escrevendo, mas...
(...)
Eu quis morrer e talvez ainda queira.
Não culpo Deus por ter inventado a morte, aliás foi o melhor que ele poderia ter feito. Talvez ele tenha previsto que o homem seria tão cruel ao ponte de eliminar seus semelhantes.
O que seria de nós se fossemos imortais e tivéssemos que viver eternamente com essa dor, de perder alguém em vários imprevistos da vida? Seria terrível imaginar que passaríamos toda a nossa vida eterna sem alguém que realmente amamos. O único conforto é saber que todos nós estamos predestinados a isso, todos nós, um dia, temos que morrer."
Jule Santos
Enviado por Jule Santos em 03/09/2007
Código do texto: T636003
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Sobre a autora
Jule Santos
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 30 anos
234 textos (13521 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 11:26)
Jule Santos