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Medo de viver

É inevitável nos dias de hoje que haja diferenciação em tudo. O forte do fraco, o alto do baixo, o branco do preto. E claro, o bom do mau. Aquele que nos traz a paz e sossego, deste que nos causa espanto e temor.

Pessoas tornam-se cada vez piores. Frias, calculistas, desesperadas, lutando por sobrevivência a qualquer custo. Elas riem da lei, caçoam dos fracos, humilham os pobres, abortam as almas.

E assim os bons tremem.

Na petulância do assaltante a idosa cede, na ousadia do terrorista o governo fraqueja, na cara de pau do político o povo se cala, na mão do assassino o inocente chora, na banal mentira do dia-a-dia o mentiroso prossegue.

Desta forma caminha a humanidade, cada vez mais temerosa, com medo de ir ao banco, de caminha à luz da lua. O pânico toma conta dos de bom coração e dá lugar a uma normalidade onde só se façam indivíduos desvirtuados. O triunfo e a impunidade garantem ao cidadão de má índole mais um dia de sobrevivência em meio a traficantes, caos aéreo e ignorância.

O temido prevalece sobre o temeroso, certo de que cada dia continuará na impunidade, faz dos poucos “bons” verdadeiros presidiários, implicando em uma sociedade cada vez mais sem valores e imoral.
Felipe Alves
Enviado por Felipe Alves em 07/09/2007
Reeditado em 12/09/2007
Código do texto: T642712

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Sobre o autor
Felipe Alves
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 27 anos
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