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A INJUSTIÇA DO DIREITO



Aos estudantes de Direto que não advêm de núcleos familiares tradicionalmente juristas, que têm sua vocação fundada na utopia da construção de um mundo mais justo, aos que crêem na igualdade material e não meramente formal e que visam perseguir a verdade real como única possibilidade de cumprir a razão ultima do direito que é a promoção da justiça, aqui vai um conselho: não se envolvam em qualquer litígio antes do termino da graduação, pois, do contrário, certamente uma crise profunda se estabelecerá e vocês se sentirão fortemente compelidos a desistirem.
É muito frustrante constatar que na universidade aprendemos apenas o dever ser, e que no mundo real ele não tem qualquer aplicabilidade. O positivismo jurídico, apesar de ser veementemente combatido pela maioria da doutrina, bem como pelos nossos mestres e professores, é imperativo na conduta daqueles que exercem a magistratura. A verdade real queda-se paralisada diante da verdade formal, muitas vezes flagrantemente forjada em um processo. A sensação de impotência e humilhação a que um cidadão honesto é exposto ao ver seu direito subjetivo tutelado pelo ordenamento jurídico lesado, e esse atentado legitimado por um Estado Juiz que se contenta com “provas” construídas – sobretudo no Direito Civil – e não faz qualquer esforço para prestigiar a verdade real, é algo indescritível.
Por isso colegas, reitero meu conselho: não se envolvam em litígios, antes da colação de grau. Aos sonhadores e românticos que almejam muito mais a contribuição eficaz para a promoção da justiça, que o prestigio junto a políticos e grandes grupos empresariais bem como ao status e os dividendos, não abram essa brecha para a decepção e o desânimo. Sonhar é preciso.

Susana Maria sobreira
Estudante de direito
09/09/2007
Maria Sobreira
Enviado por Maria Sobreira em 09/09/2007
Código do texto: T644638

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Sobre a autora
Maria Sobreira
Lauro de Freitas - Bahia - Brasil, 46 anos
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