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O Singelo

O dia está tão singelamente singelado de singelezas singelas.
Fala gramática, ortografia tão desalmada que quando quero aquebrantar o mau uso,corro pelas trombetas e só me aquieto quando sento e penso no nada inútil e incoerente. Mas é bom também o vagar de pensamentos literatos.Afinal é preciso pelo menos no domingo o descanso do hipotálamo. Faço sossegar o jumento inteligente que existe em mim.Quero o desbagaçar da laranja em plena face e deitar-me em delírio sôfrego "ao som da luz e o mar profundo"!
Eita! Saudade do meu sulzinho em polvorosa.Minha Sampa desvairada com todos os povos em mistura plena de línguas. Essas mesmas línguas inconsequentes, funestas, delirantes!
Faz falta , faz falta o recomeço de outrora, enquanto eu fecundava provas, projetos, penúrias!
E tudo se foi!
Mas tudo agora vem com força, onipotente, com graça e a mesma singeleza da singelaridade do conformismo de antes.
Mas algo de novo se sobressai. Os jumentos agora estão mais floridos, contentes. Por ora agora tudo flora!
Roseana Chaves
Enviado por Roseana Chaves em 09/09/2007
Código do texto: T645230
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Roseana Chaves
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Roseana Chaves