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Flores

FLORES

Estes últimos dias fui tomado pelo tema desta singela crônica. Muito provavelmente pela proximidade do Dia das Mães.
Sou do tempo ainda que as flores floresciam ao seu tempo nos jardins e nas pequenas cidades eram procuradas para os casamentos e féretros, principalmente.
Minha mãe adorava flores e até mesmo dialogava com elas. Mas não tinha muita constância nas suas paixões, fossem quais fossem os seus motivos, por mais relevantes. Lembro, meninote ainda, tropeçar nas roseiras em que meu pai fazia o enxerto e as esparramava pelos canteiros do jardim.
Mais tarde mamãe se deslumbrou pelas orquídeas e até mesmo construiu uma pequena estufa, sobre a orientação do prof. Carlos Frederico Bueno.
Eram lindas, maravilhosas!
Anos mais depois selecionou algumas que a encantavam de modo especial e se livrou das outras.
O jardim frontal continuou com a aridez das pedras São Tomé, mas livres dos infames depredadores.
A casa acabou preenchida por violetas de folhas enormes e flores diáfanas chamadas popularmente de africanas, muitas avencas e samambaias, que em suas mãos se multiplicavam com grande facilidade.
Quando reformei minha casa, no canto de quintal que restou, fiz um misto de horta e jardim.
Hanah, um filhote de labrador muito bonito que passou por aqui por pouco tempo destruiu tudo e destruiu a hortinha, como disse meu neto João Gabriel.
As flores singelas desapareceram, restando apenas três touceiras de resistentes rosas, brancas e vermelhas.
Confesso minha paixão por elas, principalmente pelas brancas, pequenas, mas que vicejam durante todo o ano e tem centenas de serventias, desde chás até banhos.
Com prazer vejo que as flores retornam aos projetos de paisagismo público e são respeitadas pelos transeuntes.
Amigos meus, como o dentista Miguel Abi Saber Miguel e meu primo Paulo de Tarso Pereira de Pádua, não só se dedicam a plantar orquídeas carinhosamente, como se lançam em exposições nas mais diversas cidades, num trabalho de desmedida entrega.
É bom que existam pessoas com estes ideais.
É bom que as flores estejam em todos os cantos, por menor que seja, na nossa cidade.
As plantas e as flores são o ornamento maior da Natureza.
Se a espécie humana evoluiu, mesmo que para muitos não o suficiente, cultivou seus atributos de matéria e espírito e dominou a Terra, para muitos estudiosos no caso de um grande cataclismo só poderíamos sobreviver através de esporos das pequenas plantinhas, revivendo o Projeto Gaia, que é a nossa própria existência.
Tirando de cena o aspecto econômico do mercado por elas criadas, temos a certeza absoluta de que plantas e flores possuem finos liames que nos ligam diretamente ao Criador.
Depois das dificuldades que tive estes últimos dias, com este assunto, amanhã pretendo propiciar aos meus netos a visão da nossa hortinha e jardim, plantando cravos, onze horas, girassóis, ervilha cheirosa, ageraterm mexicano, zimia e outras espécies coloridas que nos alegrem...
E enviar, mesmo que sejam virtuais, lindos vasos de orquídeas para as mulheres que fizeram ou fazem parte da nossa vida...
Pedro Coimbra
Enviado por Pedro Coimbra em 12/09/2007
Código do texto: T649399

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Sobre o autor
Pedro Coimbra
Lavras - Minas Gerais - Brasil, 68 anos
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Pedro Coimbra