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IMPRESSÕES - DIÁRIOS DE CUBA - NOTA INTRODUTORIA NECESSÁRIA PARTE I

             
              NOTA INTRODUTORIA  NECESSÁRIA

              Ao começar este relato, é interessante ressaltar que todos os comentários a serem registrados a seguir são baseados em impressões obtidas "in loco" em território cubano, em contatos verbais com seus cidadãos, em suas diversas atividades, porém, ademais do pragmatismo, tais comentários realmente pretendem dar um panorama sócio-cultural bastante abrangente, e além de opiniões próprias deste autor acerca da população em geral: costumes, cotidiano, manias, regras. É dizer, impressões variadas, boas ou ruins, mas apenas impressões, não pretenderei tirar, ou muito menos incentivar a tomada de conclusões equivocadas, o que de fato pretenderei é desmistificar alguns paradigmas, ainda que os mitos despidos não sirvam para se tirar conclusões, mas são fartos de detalhes enriquecedores.
              Para que se iniciem os relatos que se seguem é interessante que se diga o seguinte: Cuba está em guerra! Mas me perguntariam os mais céticos: como é que é, contra quem, ninguém fala, nem se divulga nada, "aquele paisinho pobre!". Mas a afirmação perde mais ainda seu peso quando o que se vê em Cuba é apenas um país tranqüilo, com gente feliz, que  tratam bem os seus visitantes, que são loucos pelas telenovelas brasileiras, mas, quando o assunto “es la revolución”, sai de baixo, o tema é forte, mais forte inclusive que o próprio comandante em chefe Fidel Castro Ruz, parece até brincadeira de mau gosto, mas é sério, por trás das feições dóceis e gentis dos cubanos e cubanas existem guerrilheiros urbanos, que treinam e simulam situações de guerra, em freqüências e detalhes que trataremos mais adiante, mas tenham isso em mente: a coisa é séria, e de verdade!
               Por outro lado se escuta muito que para viajar até um país comunista como Cuba, um pré-requisito básico seria estar em sintonia com os ditames esquerdistas mais do que batidos e comentados em nosso país pelos anos que se passam, ainda que de maneira distorcida, é em parte um equivoco, pois em Cuba, tudo, licito é claro, é bem vindo, até os Norteamericanos o seriam, se não houvesse o famigerado bloqueio daquele país em relação a Cuba socialista; no caso dos brasileiros, pelas nossas alegria e simpatia habituais obvio que estamos em vantagem com os demais visitantes. Mas daí por diante esperar que em Cuba irás encontrar, por exemplo, redes de fast-food nervosas repletas de executivos ansiosos, ou propagandas coloridas de grifes famosas espalhadas pelas cidades e seus enormes edifícios, estes mais do que o outro são sim equívocos maiores, e diga-se de passagem prejudicial para o bom entendimento do funcionamento daquele país. Eu por exemplo, saí de Brasília, cidade, que tem sua arquitetura soviética, em seus conceitos muito parecida com as edificações Cubanas pos-revolucionárias, mas capitalista ao extremo, em sua vida cotidiana atual, - somos a cidade com uma das maiores circulações de divisas em território nacional. Além da arquitetura, nada, mas simplesmente nada Brasília tem a ver com Havana.

CONTINUA...
Fabrício de Andrade
Enviado por Fabrício de Andrade em 18/09/2007
Reeditado em 19/09/2007
Código do texto: T658495
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Sobre o autor
Fabrício de Andrade
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 38 anos
20 textos (18840 leituras)
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Fabrício de Andrade