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AS MARGENS DO(S) RIO(S)

O Capibaribe esgotou sua esperança de chegar ao mar e  entre
esgotos bóia na cidade carbonizada na miséria.

A Igreja do Carmo abre-se num vácuo a abençoar os sem-
bússola daqui ou Nova Guiné. Todos os homens são os mesmos ao meio-dia e na morte: suas sombras lembram poças – de palavras e segredos.

Na Venérea Brasileira descobriu-se escondido em escavações um camafeu de Mariquinha. Teria amado algum soldado batavo? No Eufrates - já fora de sua rota há muitos séculos – descobriu-se um vodu babilônico de uma princesa traída pelo guerreiro Karamasis.

E assim, no lixão de Carapicuíba uma adolescente coloca no saco mais uma pet reciclável. Lá não tem Capibaribe, Eufrates, Sena ou Amazonas seco. Mas a vida flui. E tudo passa.








Raimundo de Moraes
Enviado por Raimundo de Moraes em 01/11/2005
Reeditado em 21/09/2012
Código do texto: T66025
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Raimundo de Moraes
Recife - Pernambuco - Brasil
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Raimundo de Moraes