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Quanto vale o seu Amor?

Existem coisas difíceis de medir. O amor é uma delas, por mais que tentemos não conseguimos medir o nosso amor, nem em porcentagem, nem em tempo, cifrão, volume, distancia.

Então como saber quanto amamos alguém?

Podemos sentir, viver, mais não podemos dizer, não podemos explicar para alguém o quanto nós o amamos. Não podemos fazer outra pessoa entender o quanto ela é amada por nós e qual a real importância que ela tem em nossas vidas. A menos que...

Amenos que a outra pessoa nos ame na mesma intensidade, aí fica fácil de um saber o que o outro está tentando dizer a todo instante. Mais vira coisa de “sessão da tarde”, muita coincidência duas pessoas sentirem a mesma coisa ao mesmo tempo.

Eu sei, sinto e senti a importância dos amores da minha vida e ninguém nesse mundo jamais poderá saber. Por mais que eu tente demonstrar.

Sei distinguir exatamente a diferença entre o amor que tenho pelos meus pais, pela minha irmã e pelos meus verdadeiros amigos. São amores diferentes na forma, mais parecidos na intensidade.

Sei exatamente a intensidade do amor que senti pelos meus amigos esquecidos. Sei que hoje, por alguns deles não sinto mais amor. Acabou, minguou, desintegrou e desapareceu como poeira no vendaval da vida. Por outros sinto um amor passado, saudosista, que não permanece igual no presente, mais que está guardado em algum canto escuro pronto pra respirar novamente.

Sinto cada um dos meus relacionamentos amorosos vivo ainda, mesmo que em um passado distante. Cada alegria compartilhada, cada dificuldade vencida e cada dor degustada. Sei exatamente o quanto me entreguei em cada um desses relacionamentos, com a certeza de estar sendo sempre verdadeiro com minhas intenções. Fazendo o que meu coração mandava naquele momento. E por isso não me arrependo de tudo que vivi ao lado dos meus grandes amores.

Percebo então que não adianta cobrar, pedir, chorar, implorar ou sufocar as pessoas a fim de faze-las compreender nosso amor para retribuí-lo. Se a retribuição vier será mera coincidência.
Como nos filmes da “sessão da tarde”, quando menos se espera, da direção menos favorável, vem um retorno que faz tudo valer a pena!
Pedro de Moraes
Enviado por Pedro de Moraes em 21/09/2007
Código do texto: T661984
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Sobre o autor
Pedro de Moraes
Valinhos - São Paulo - Brasil, 34 anos
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Pedro de Moraes