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Na Metade do Caminho

Na Metade do Caminho
Há situações que ao refletirmos,percebemos a relatividade de situações específicas.Por exemplo:Algumas pessoas que conviveram conosco,apesar de estarem vivas,mas vivendo em outro bairro,outra cidade,estado,ou outro país, ainda nesta dimensão, em situação semelhante a pessoas que morreram,pois mesmo estando aqui,dão-nos a impressão de que já foram.Da mesma maneira ficamos por anos em um estado e,nunca mais passamos por certos bairros.Talvez nunca mais venhamos a percorrer certos lugares.Por isso estou saindo da capital do Rio de Janeiro para estabelecer-me na Região dos Lagos,mas especificamente em Rio das Ostras.
Ao deparar-me com inúmeros infortúnios e,viver abalos econômicos que deram-me  a sensação de estar constantemente em uma montanha russa,resolvi investir em qualidade de vida,optando por uma vida menos agitada,em local aprazível,menos correria,desacelerando com intuito de aumentar minha expectativa de vida para aproveitar e desfrutar com minha família os prazeres da vida.Se o tripé que preconiza o bem viver baseia-se em alimentar-se de maneira balanceada,praticar exercícios e,a boa convivência com o stress do dia a dia,com  toda certeza serão os passos por mim percorridos para atingir tal objetivo.Concluí que pagando o equivalente da locação de um conjugadão em Ipanema,num espaço maior que dará a privacidade necessária para cada um  dos membros do meu núcleo  familiar,respeitando assim,a individualidade de todos.É isso aí.Estou indo embora da Cidade Maravilhosa que na prática não retrata o que vemos em seus belos cartões postais. A verdadeira situação dos problemas já conhecidos por todos:a deteriorização de nossas praias,lagoas,devastação da Mata Atlântica,a violência urbana ,a expectativa do início de uma guerra civil,o exôdo rural,o crescimento desordenado,sem planejamento,onde o quadro resume-se em:muitos com pouco e,poucos com muito.Uma concorrência selvagem e desleal,onde seu crescimento pessoal sofre a discriminação da burguesia que parou no esforço de ancestrais.Assim como o antigo poeta,vou em busca de minha Parságada,pois assim como ele,lá sou amigo do rei.Vou para Rio das Ostras.
CUTELO DE ASSIS
Enviado por CUTELO DE ASSIS em 26/09/2007
Código do texto: T669416

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Sobre o autor
CUTELO DE ASSIS
Araruama - Rio de Janeiro - Brasil, 61 anos
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