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VAMPIROS BRASILEIRO

A noite caía sobre o planalto central. Era noite de lua cheia. Iluminava os contornos dos prédios, das ruas... Ruas enormes, espaços imensos, e uma solidão eterna.

Nestes espaços vazios apenas as sombras transitavam à noite. Iam para algum lugar comum, escondidos em carros negros como suas almas, e normalmente com placa oficial.

Vestiam caros ternos negros, gravata italiana, e um coração frio...Seus olhos eram fundos, seus rostos tétricos, mas de suas bocas exalavam o poder, graças suas oratórias, e seus dentes caninos.

Na sede da confraria confabulavam. Eram muitos. De negro, e com uma sede inigualável planejavam a continuidade da raça. Autênticos “vampiros brasileiros”, sedentos, não por sangue, mas sim pelos bolsos e pelos cofres do povo brasileiro. Ao invés de estacas morriam pela fome, e assim não poderiam deixar de se alimentar.

O sol trazia o dia, e eles voltavam para suas casas, pois necessitavam vestir seus disfarces de Congressistas para por em prática seus planos de continuidade da raça. Os “vampiros brasileiros” não poderiam morrer.
Douglas Eralldo
Enviado por Douglas Eralldo em 09/10/2007
Código do texto: T687087

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Sobre o autor
Douglas Eralldo
Pântano Grande - Rio Grande do Sul - Brasil, 36 anos
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Douglas Eralldo