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CAIXA, EU E UM DIA INÚTIL

Há três anos e três meses que, atendendo ao gesto simpático de um gerente da Caixa Econômica, que me puxou a cadeira em sua mesa de executivo, ofereceu-me um café e água gelada, e dois títulos de capitalização “CaixaCap2004”, ao valor de R$ 100,00 cada um, que pensei em estar fazendo bom negócio.

Só não poderia prever que apos três anos eu teria capitalizado R$ 15,15 exatamente quinze reais e quinze centavos. Mas estava sabendo que capitalização não paga juros, apenas corrige o valor pelo índice inflacionário. Mas será que a inflação nestes três anos foi só essa?

Tudo bem, seria só me pagar e tchau! Não gosto de me aborrecer, pois sou diabético, tenho uma operação do coração, hérnia de umbigo, e outros problemas que ficam ocultos em baixo da cueca. Quem sabe das minhas dores sou eu!

Lembro-me que em 2001 havia feito um título idêntico e que ao resgatar me rendeu bem mais. Também o fiz por insistência de um gerente, bem mais educado do que o atual. Houve inflação maior no governo passado?

O que pega nem tanto é sentirmos-nos lesados pelos títulos que nada capitalizam, ou pelas poupanças que nada rendem O que pega é a grossura e cara lambidas das atendentes, que são bonzinhos na hora vender seus “baús da felicidade” (Em que diferem de um Silvio Santos?), mas na hora do resgate oferecem “utilidades “ de segunda qualidade!

Eu que há muito não piso na Caixa, nem para verificar o “piso” como alguns se referem ao PIS, compareci no dia 03 de outubro para resgatar o que de direito é meu desde o dia 09 de julho, data final da carência.

Em 2004 souberam entrar em contato comigo e pedir que eu fosse resgatar os títulos vencidos e fazer um novo. Agora (coincidência ser o governo do PT) acho que desejaram que eu deixasse no esquecimento os meus suados duzentos reais. Quem sabe para que o valor esquecido fosse para algum “fundo partidário”.

Em 03 de outubro às 10,42 horas fui atrás. Me fizeram assinar um papel e pediram para voltar em até (EM ATÉ) cinco dias úteis, não me falaram depois. Pelo que entendi se viesse depois de cinco dias perderia o direito ao dinheiro!

Começando a contar dia 03 as 10:42 horas, quarta-feira, no mesmo horário de do dia 04, quinta-feira temos um dia útil (O dia não é 24 horas?) no dia 05  dia uma sexta-feira dois dias úteis, (ai vem o sábado, dia meio útil e meio inútil, e o domingo que dizem ser dia todo inútil) na segunda-feira, dia 08 às 10,42 completou três dias úteis, e lógico que na terça-feira dia 09 às 10:42 completou o quarto dia útil, e que a partir deste horário já é o quinto-dia útil

O documento que me deram, no lugar de meu resgate (dinheiro meu) diz “O valor acima estará disponibilizado em até 05 dias úteis após o final da carência”.  Não fala após a solicitação de resgate!
Minha carência foi em 09 de julho... Cadê a eficiência da Caixa?
O que eu quero? O meu dinheiro, pois se fosse ao inverso o antipático do gerente já teria mandado meu nome para o cadastro de maus pagadores.

Hoje nesta manhã de quarta-feira (Dia 10), cinco dias úteis após a primeira “enrola” estou eu perdendo tempo de meu serviço, para somente pegar um dinheiro que é meu!

Na hora de vender os "CaixaCap" não te avisam que se houver uma emergência, você terá que esperar cinco dias úteis (uma semana). Você morre e o dinheiro nada, se o viúvo ou a viúva resgatar, nem servirá mais para comprar as flores!
Hoje é o sexto dia, a partir do dia 10 às 10:42 horas... E a minha merreca vai ser paga?

* * * * * * *

* Seu Pedro é Pedro Diedrichs jornalista editor do jornal Vanguarda, e que não tem rabo preso na porta giratória da Caixa Econômica...Apenas busca seus direitos!
Seu Pedro
Enviado por Seu Pedro em 09/10/2007
Reeditado em 09/10/2007
Código do texto: T687548

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Sobre o autor
Seu Pedro
Guanambi - Bahia - Brasil, 69 anos
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Seu Pedro