DIÁRIO DE QUARENTENA



Diário de quarentena.
Marco, 26/2020

Acordado que fui, um pouco antes das sete, com uma voz melindrosa ao meu ouvido:
_"Benhe ! Faça café. Tô com fome.
Abri a boca, espreguiçei, saltei da cama, escovei a dentalha, tomei um banhosinho básico, esfreguei-me a um sabonete supostamente de "Flores de Verbena" - cheirosão, ainda que barato - parti pra cozinha,tomei a minha Losartana,deitei a água a ferver (gostaram?) o "Milk", igualmente "deitado", 4 colheres bem cheias de pó de café (Damasco, aquele ! Que todo Paranaense conhece), arrumei a mesa, espiei pela janela a terna manhã de outono, poeticamente revestida de uma bruma rala, bem do tipo que me levaria a uma bela caminhada (se pudesse !, se não estivesse impedido de botar a cara na rua) e o resto ?
Bem o resto é tão sem graça quanto este preâmbulo.Vou deixar de ser mais chato do que já estou sendo.
Tudo o que sei é que tomamos o café, trocando idéias para as tarefas do dia.
Abri o computador e lá estava uma mensagem de nossa vizinha:
-"Teu cachorro escapou ! Está no meu pátio!"
Cachorro do "Baralho" pensei com meus botões.
É vida e quarentena que segue, Talquei !