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Humano e solidário

     O ser humano é muito difícil de ser saciado em seus desejos. Por mais que se tenha, mais se quer. Para muitos, o limite é estipulado pela imaginação. Numa sociedade extremamente materialista, onde milhares de pessoas acreditam na felicidade como algo que se pode comprar - até em doze vezes sem juros no cartão ou no carnê -, outros milhares têm na miséria a companheira do dia-a-dia, de todas as horas.
     A velha frase diz que em terra de cego, quem tem olho é rei. Se pensarmos dessa maneira, seremos os senhores num mundo repleto de escravos da pobreza. Enquanto não nos indignarmos com o sofrimento do próximo, estaremos preso a uma realidade massacrante que humilha adultos e crianças. E o pior: estaremos alimentando toda essa situação.
     As desigualdades sociais datam de milhares de anos. As diferenças sempre existiram, existem e existirão, entretanto, não podemos admitir que elas sejam tão grandes, que maltratem tantos, que matem de fome tantos irmãos nossos desprovidos do privilégio que temos de ter asseguradas nossas refeições, casa para morar, emprego, dinheiro para pagar um plano de saúde, comprar roupas, educar os filhos.
Precisamos ter a dignidade e a consciência de agradecer a Deus tudo que temos. E também pedir que Ele possibilite aos mais pobres as condições de uma sobrevivência digna e menos dolorosa.
     Quantas vezes, eu e você, caro leitor, cara leitora, passamos diante de uma favela, de pessoas jogadas nas calçadas, de crianças despidas, brincando sentadas no chão, com a secreção escorrendo pelo nariz, e não nos sensibilizamos! Precisamos acreditar que somos todos parte de uma grande família e que podemos ajudar o nosso semelhante. O mínimo para você é quase o máximo para quem não tem absolutamente nada, para quem passa sede, enfrenta o frio, sente dores de fome, chora em não poder diminuir a sofrimento do filho.
     A solidariedade precisa começar a ser praticada hoje. Não dê ouvidos a quem não fala nada em favor do outro. Não dê importância ao olhar que te condena. Seja você, humano, filho de Deus. Tenha coragem de assumir o papel de irmão daquele que implora tão somente sua ajuda.
João Ricardo Correia
Enviado por João Ricardo Correia em 15/10/2007
Código do texto: T695423

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Sobre o autor
João Ricardo Correia
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 45 anos
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João Ricardo Correia