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TRÂNSITO VIOLENTO

TRÂNSITO VIOLENTO


“ A morte causa tristeza e dor, acidentes de trânsito temores, mas no final são eternos terrores.” ( Antonio Paiva Rodrigues).



O Código Nacional de Trânsito  veio para coibir atos indignos, abusos e barbaridades cometidos por motoristas infratores, ou condutores de veículos que teimam em não respeitar as leis. No meio urbano, nas pequenas, médias e grandes cidades, ele se tornou um dilema, um caso de polícia. Burlar a lei sempre foi à cultura de uma parcela de nossa população. As péssimas condições das estradas estaduais, federais, o consumo exagerado de álcool, drogas, motoristas inabilitados, descuidos, sono, cansaço, estresse são as primordiais causas de acidentes que tem ceifado a vida de muita gente, e deixado inúmeras famílias enlutadas.  A educação seria uma variante, mas parece que nossa população não é muito afeita a esse tipo de solução. Temos que acabar com a mania de se julgar bom em tudo. Na qualidade de imperfeito o ser humano ainda tem muito que aprender. Sinalização, faixa de pedestre, estacionamento, contramão, equipamentos de segurança, cuidados especiais com o veículo, atenção ao dirigir nem pensar. Muitos agem assim, por descuido ou falta de amor a própria vida e a vida de outrem. Os finais de semana, os feriados prolongados têm se tornado na maior fábrica de presuntos humanos. A estatística do IML ( Instituto de Medicina Legal) é cruel e dolorosa. Quando vimos o Código Nacional de Trânsito pela primeira vez achamos rigorosíssimo e trazia em seu bojo sinalização para bicicletas e multas para pedestres. A comodidade e o velho jeitinho brasileiro terminam por acomodar autoridades, pedestres e motoristas.
Quem se excede no consumo de bebidas alcoólicas perde as condições físicas e a lucidez. Os finais de semana que deveriam ser para descanso tornam-se vilões da história. O consumo de álcool aumenta e com ele o índice de acidentes seja por atropelamentos, colisões, viradas, capotamentos crescem assustadoramente. No Brasil mais de 40.000 pessoas perdem a vida anualmente em acidentes de transito, porém acredita-se que estes números são maiores, pois as estatísticas são falhas. Só nas rodovias paulistas em 2001 ocorreram 61.000 acidentes com 2.300 mortes e 23.000 pessoas gravemente feridas. Até 15 de fevereiro já morreram 703 pessoas nas rodovias federais, resultado de 13.400 acidentes.  Em todo o mundo o transito ceifa vidas, porém os números brasileiros são alarmantes e disparam na frente de qualquer país do mundo. É triste, lamentável, mas pura realidade. As calçadas viraram estacionamentos de veículos com cobranças de zona azul pelo Departamento de trânsito. (DETRAN) e até hospitais estão cobrando taxas de estacionamento dos clientes e pelos atendimentos de urgência e emergência.
 É lamentável! As causas mais comuns de acidentes de trânsito são: erro humano, em todo o mundo, é responsável por mais de 90 % dos acidentes registrados. Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência: velocidade excessiva; dirigir sob efeito de álcool; distância insuficiente em relação ao veiculo dianteiro; desrespeito à sinalização; dirigir sob efeito de drogas. Já os fatores determinantes dos erros e imprudências são: impunidade; legislação deficiente; fiscalização corrupta e sem caráter educativo; baixo nível cultural e social; baixa valorização da vida;  ausência de espírito comunitário e exacerbação do caráter individualista; uso do veículo como demonstração de poder e virilidade e muito mais. Alguma coisa tem que ser feita com urgência para abrandar essa violência desenfreada no trânsito brasileiro, muitas vítimas e muitas vidas são ceifadas de modo brutal e horripilante. Segundo a UNESP de Bauru – São Paulo, o veículo a motor, como qualquer outra máquina, exige que o ser humano esteja qualificado tecnicamente e mentalmente para operá-lo seguramente.  O cidadão comum não dispõe de qualquer outra máquina ou dispositivo que lhe dê a sensação de tanto poder.  Um indivíduo com um carro importado de alto valor pode cometer todo tipo de infração apenas para satisfazer seu ego, ao passo que um indivíduo com carro velho e de baixo valor pode cometer os mesmos tipos de infrações também para satisfazer seu ego. No mundo atual o veículo a motor é o meio mais barato e mais fácil que o cidadão comum possui para extravasar seu estado emocional, tanto para o bem como para o mal.
Como nos países subdesenvolvidos (até pela própria natureza de subdesenvolvimento) o número de pessoas dotadas de estado emocional voltado para ações negativas é muito grande, por esta razão o trânsito transforma-se em verdadeira carnificina. A velocidade fascina o ser humano, a ponto de correr simplesmente pelo prazer de correr, mesmo que não tenha nenhum objetivo a ser atingido. Queríamos aqui colocar a disposição dos leitores alguns cuidados que devemos ter para preservar a vida e evitar acidentes. Procedimentos que podem salvar muitas vidas: jamais dirija após ingerir bebidas alcoólicas - porém se desejar fazê-lo reconheça que seu "tempo de reação" ficará alterado e, portanto procure dirigir em velocidades muito mais baixas do usual na via que estiver trafegando. Não utilize drogas antes e nem durante a condução de veículos. Embora algumas drogas sejam usadas para estimular habilidades, com relação ao "tempo de reação" produzem efeito comprovadamente contrário; reduza a velocidade quando seu estado emocional estiver comprometido ou evite dirigir; mantenha sempre distância de segurança em relação aos outros veículos; utilize sempre e adequadamente os dispositivos de segurança; respeite e procure entender a razão da sinalização de transito, isto poderá evitar um acidente; evite colocar - se em uma condição causadora de acidente; finalmente, considere que todo acidente pode e deve ser evitado. Além de todos esses cuidados ainda corremos o risco de sermos assaltados é um - tal de; “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE.


 

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Enviado por Paivinhajornalista em 16/10/2007
Código do texto: T696719
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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