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Amnésia.

O vento e a chuva haviam derrubado flores roxas das àrvores, espalhando pelo ar um leve aroma de funeral.
Esperava alguma coisa, mas não lembrava exatamente o quê.
Resolveu refrescar a memória (?) no bar do estacionamento em frente. No balcão, a mesma tia de sempre.
- Hey Lou, veio cedo hoje. Belas olheiras. Tem cigarro?
- Claro Tia, pega aí. Disse colocando o maço sobre o balcão.
- Me faz uma dose. Algo bom pra cabeça, preciso lembrar de alguma coisa que não podia esquecer.
- Bom pra cabeça? Ok. Encheu um copo com uma daquelas bebidas afrodisíacas. Pôs no balcão.
- Rá rá rá. Muito engraçado, tia, seu senso de humor tá cada vez mais doentio. Virou a dose. Sacou um cigarro e acendeu. A tia lavava um copo na pia, sorriso sacana no rosto.
- Nada, Lou ?
Tragou fundo, franzindo o cenho, finjindo irritação. Rolava Doors no velho rádio.
- Tia, tá na hora de você parar de fumar aquelas malditas...NOSSA! Lembrei ! Tia, você é fóda! Ela riu. – Receita de família, Lou. NUNCA falha, rsrs. Ele abriu a carteira, Tia disse que era por conta. -“Questão de Saúde Pública”.
- Te amo, tia!. Até.
- Domani, Lou. Domani.
Saiu correndo, alguém o esperava ansiosamente, do outro lado da cidade.
marvin rosa
Enviado por marvin rosa em 17/10/2007
Reeditado em 17/10/2007
Código do texto: T697970

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Sobre o autor
marvin rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 29 anos
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