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Trabalhar em Costa do Sauipe.

Acordar pela manhã e ir trabalhar na COSTA DOS COQUEIROS, em Sauípe, como se estivesse no primeiro dia de férias.

Ainda pela noite faz-se o básico dos preparativos. Uma roupa confortável e fresca para este suave e eterno verão da Bahia. De Janeiro a Janeiro, o termômetro emperrado pelo tempo não permite variação superior a dez graus centígrados.

O sol acorda preguiçoso. Espia, sem pressa, pela vidraça, mostrando um céu azul turquesa, muito intenso, proporcionando mais um dia radiante, espalhando seus raios dourados e cálidos, se espreguiçando, tentando atravessar as poucas núvens do céu, e, se mostrar completamente.

O cheiro de café recém passado é um convite irresistível que vem da cozinha e provoca um bem estar que dar impulso para pular da cama e tomar um banho refrescante.

A cada ato que se segue é quase automático, o abraço do amado e um bom dia acompanhado de um sorriso largo, que provoca o desejo permanecer um pouco mais, em seus braços, sentindo o cheiro de café que vem da cozinha.

Este povo é madrugador. Quem não gostaria de acordar cedo nesta terra tão linda? É Bahia afinal.

O dever me chama, (ou seria o prazer?) e, o corpo se levanta.  A caminhada pela manhã pelas belas avenidas da cidade, e, o gradativo encontro com os colegas nos trás um espontâneo sorriso no rosto. Um sorriso que tentaram inultilmente ensinar no trabalho, pois baiano ri com graça, com veracidade, e muitas vezes até com exagero gostoso de ser feliz.

O confortável transporte chega ao ponto e nos transforma novamente em um sonhador por mais uma hora, no longo trajeto ao trabalho.

Finalmente chegamos ao paraíso e novos amigos encontramos vindos de outras rotas, em mais um delicioso café da manhã com muita energia.

Cada minuto de luz é precioso para o trabalho. Quando a lida é finalmente encerrada e estamos a caminho de casa, ainda é dia, e, é bom poder olhar um pouco mais as belezas daqui.

Sentir a brisa salgada acariciar o rosto e o cheiro de acarajé ocupando todos os espaços possíveis, enquanto percorremos um caminho gramado e repleto de flores,  que muitas vezes passos apressados não podem parar para admirar, ainda assim sentimos o seu perfume no ar, ouvindo o alarido de pássaros.

Desviamos o olhar para o rio de águas negras que carinhosamente invade o mar.

Fim de tarde. Novas equipes chegam com a mesma alegria e disposição, que por sua vez irão encontrar outras equipes da madrugada para fechar o turno, e começar tudo de novo, de domingo a domingo.

Às vezes não parece, mas aqui se trabalha duro. Essa dureza não significa sofrimento e sim a certeza do dia ganho e um dever bem executado.

As pessoas do mundo todo que nos visitam tem a impressão que as coisas aqui ocorrem como magia, e há realmente magia. A magia que provoca um bem estar no visitante e se transforma em mais um apaixonado pelo nordeste.

Pela manhã percebe-se que tudo está pronto, que o mar amanhece com uma nova cor a cada novo dia, e, as praias são eternamente limpas e o acarajé vai exalar seu convidativo aroma novamente.

reginamichelon@yahoo.com.br

 
Regina Michelon
Enviado por Regina Michelon em 11/11/2005
Reeditado em 30/11/2007
Código do texto: T70151
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Sobre a autora
Regina Michelon
Simões Filho - Bahia - Brasil, 57 anos
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