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Discutindo a relação


Se a idéia é: "quem gosta de homem é gay, mulher gosta é de dinheiro", "quem gosta de beleza interior é decorador", falemos então da exceção. Gosto de homem. Sempre fui cercada de homens, na família, no trabalho. Tenho uma grande admiração por eles. Toda aquela testosterona nos diz que ele é o cabeça, pena que alguns não se preocupam em exercer o seu papel.

Uma jaca é uma jaca, não um abacaxi ou abóbora. Homem é homem, se há alguma dúvida a coisa vai embolar.

A identidade masculina é prerrogativa do macho, não abro mão disso. Em toda conversa entre mulheres o assunto principal é o homem. As que tem, reclamam, e as que não tem também reclamam; então reclamar é coisa de mulher. Ela se deprecia, se cobra, se anula, se violenta por causa de homem. Quem nunca se acha feia, gorda, com celulite, estrias, velha e insatisfeita, para encher a cara de botox, fio de ouro, umas pelinhas arrancadas daqui, umas gordurinhas ou silicones dali?... E os cabelos? Louros, castanhos acobreados, vermelhos, brancos? Nem pensar. Pra que tudo isso? Agradar a si mesma, às outras mulheres ou aos homens? Ditadura filha! Hoje competimos com os homens até para ter homem. Me lembro de quando não era 5 por 1, no máximo 3. Havia homem suficiente para escolher, fazer uma família. Hoje, no mundo, as guerras, os acidentes de trânsito, o enfarto, dizimam os homens aos milhares, deixando as mulheres sós, todas querendo ser amadas, desejadas e cuidadas por um homem. É o normal.

Ficou louca mulher?! Uma acabou de me dizer que mulher assim já era. Eu sou o quê? Não finjo nada que não sou. Tudo que tenho é meu, desde o cabelo até o pé. Me acho linda por dentro, também vejo isso nas mulheres, sua beleza interior. Sou uma artista que admira a figura masculina, se uns são indignos de admiração, vão pelo menos servir de exemplos para personagens de meus livros.

Homem, com pêlos ou sem, altos ou não, que goste de mulher, aprecie a mulher, não como uma figura para aplacar seus desejos, mas que adore o jeito feminino de ser, você está aí?

Que bom que existe.

 

Heloisa Prado
Enviado por Heloisa Prado em 19/10/2007
Código do texto: T701596
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Heloisa Prado
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
270 textos (33260 leituras)
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Heloisa Prado