Jornada nas Estrelas

Boa noite meus fieis 23 leitores e demais 36 que de quando em vez passam aqui pela minha nave espacial literária a fim de ler minhas crônicas interplanetárias. Estou aqui, tal qual um sóbrio capitão Kirk, cumprindo promessa, dada sexta, de que viria no domingo. Já o disse, sou um baita mentiroso, pero no mucho. De vez em quando falo umas verdades na cara do sujeito, como se fosse um doutor McCoy, sanguíneo.

Sexta-feira eu estava literariamente brocha, impotente, sem a ereção inspiradora necessária a toda a crônica. É a pandemia. Ou não, mas melhor culpar a pandemia nesse momento, né? A pandemia serve de desculpa para todos nossos desajeitos. Spock diria que tal é ilógico. Escrevo uma vez só por semana e, quando vou escrever, falho, não dou conta do recado. Vou precisar de um viagra literário de agora em diante, azul como o Grêmio? Ah, não ando assistindo futebol, estou sem tesão para o esporte. Tem coisas que a gente tem de estar bem para fazer. Acompanhar futebol e cronicar estão entre elas.

Está chovendo pra caramba nesse momento, aqui em Charky City. Eu gosto. Gosto de chuva, de ouvir seu barulho. Não estivesse a Louise assistindo Grey's Anatomy e seria só a chuva e o silêncio. Acho que a Louise está apaixonada pelo Derek, esses dias sonhou com ele. Eu maratono Jornada nas Estrelas, a série de TV, a antiga aquela, onde o Leonard Nimoy era o Spock. O Nimoy era cantor e compositor, sabiam? Inclusive ele canta num dos episódios que vi hoje. O William Shatner, o capitão Kirk, também grava LPs, mas ele não canta, só declama por cima dos arranjos. Eu acho meio louco esse estilo dele, ouçam o que ele fez com Mister Tambourine Man, do Dylan, tem no YouTube. "Interessante", talvez dissesse do trabalho dele o Spock. O doutor McCoy diria que é uma bosta, por certo. Alias, DeForest Kelley, o ator que o interpretava, lutou na Segunda Guerra, na aeronáutica, assim como o criador da série, Gene Roddenberry.

Agora quem canta mesmo, com C maiúsculo, é a tenente Uhura, a atriz Nichelle Nichols. Baita voz, potente e afinada. De todo esse esse pessoal, ainda vivem a Nichols e o Shatner. Ele, aos 88, se divorciou de sua quarta esposa. Eram todos gente do pós guerra numa série pacifista, democrática, multirracial e ecumênica. O homem do pós guerra estava atento para os perigos que nos levaram para a catástrofe, enquanto nós parecemos num mundo paralelo e mais atrasado, recalcitrando e reavivando o horror. Estamos Perdidos no Espaço. Falarei sobre isso outro dia.

Pronto, escrevi uma crônica. O viagra funcionou.

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Era isso pessoal. Toda sexta, às 17h19min, estarei aqui no RL com uma nova crônica. Abraço a todos.

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http://charkycity.blogspot.com

(Não sei porque eu ainda coloco o link desse blog, eu perdi a senha e não atualizo ele há séculos. Até eu descobrir o motivo pelo qual continuo divulgando esse link, vou mantê-lo. Na dúvida, não ultrapasse, né. Acho que continuarei seguindo o conselho que a Giustina deu num comentário em 23 de outubro de 2013: "23/10/2013 00:18 - Giustina

Oi, Antônio! Como hoje não é mais aquele hoje, acredito que não estejas mais chateado... rsrrs! Quanto ao teu blog, sugiro que continues a divulgá-lo, afinal, numa dessas tu lembras tua senha... Grande abraço".).

Antônio Bacamarte
Enviado por Antônio Bacamarte em 13/09/2020
Reeditado em 14/09/2020
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