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Seres primitivos

Seres primitivos

Foram dois momentos essa semana que me fizeram parar pra pensar o tão primitivos, nós seres humanos, ainda somos. O primeiro foi ao ler uma declaração do Nobel de Medicina, James Watson, pela descoberta do DNA, de desculpas sobre um comentário controverso. Pra ele não bastou dizer que foi mal interpretado, pois mesmo ao desfazer a confusão, ainda foi tarjado pelo erro. As pessoas perseguem tanto os erros, não para consertá-los, mas para fazer manchete. Temos liberdade de interpretação sim, mas deveríamos ter bom senso.
Não é difícil entender que realmente é estranho e notável mesmo depois da globalização do comércio, da informação, da comunicação, o mundo continue tão desigual. Seria triste e lamentável achar que é culpa da superioridade, mais plausível pensar que há uma diferença sim, e porque não, genética?
É necessário saber se expressar para os abutres do jornalismo que estão a espera de qualquer palavra em falso, prontos para fazer o jantar.
Outra acontecimento que me chamou atenção, foi uma notícia editada pela BBC, de que na Ásia está se criando um grande problema, porque as famílias preferem, literalmente, filhos do gênero masculino, usando de maneiras, mais primitivas, abandonando as meninas que nascem, usando tecnologia, descobrindo o gênero por ultrasom e praticando o aborto quando é descoberto a menina, para se livrarem do “problema”.
O motivo?, aquele mais baixo e banal possível, o dinheiro. O egoísmo. Filhas mulheres gastam mais, precisam de dote, filhos homens sustentam os pais na velhice, é um bom investimento.
Parece um absurdo pra mim e totalmente primitivo pensar assim. A sociedade tem que mudar?
Bom, estas sociedades vão enfrentar no futuro, como apontam os cientistas graves problemas, como violência sexual, tráfico de mulheres e outros. Felizmente os governos locais estão investindo na mudança, através de campanhas indiretas e também por conscientização, todo ser humano tem direito à vida. Todo!
Será que sou apenas eu que me espanto com tais situações? Será que o mundo não está velho demais para contemplar problemas que deveriam estar ultrapassados?
Será que é só a minha sociedade que não tem mais dote? A mulher já não deveria deixar de ser um objeto?
E nos vendemos para a corrupção do ego com roupas caras e pouco peso, aqui na América.
Jule Santos
Enviado por Jule Santos em 29/10/2007
Código do texto: T715085
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Sobre a autora
Jule Santos
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 30 anos
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Jule Santos