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Pára-quedismo

Eu era jovem e numa noite de tempestade e chuva, sonhei que estava em um avião da FAB, junto com tantos outros, sentado e esperando a hora de pular de pára-quedas.  Era  revolução política, cuja razão eu não tomei conhecimento. Também, soldado é sempre o último  a saber. Acordei molhado de suor e joguei o corpo pra cima,  a fim de verificar se estava mesmo deitado ou ainda no ar...
Durante o café daquela manhã chuvosa e fria, contei o sucedido para minha mãe. Ela na sua ingenuidade maternal exclamou: “Não mexa com pára-quedas, meu filho, eu morro de susto”. E acrescentou, exemplificando: “Não viu o filho do sô Aníbal? O pára-quedas caiu no Rio Grande e por pouco ele morre afogado. A sorte dele foi que havia um canoeiro no local”. Eu ri. Imagina o indivíduo pular de pára-quedas e morrer afogado?!
          A história do pára-quedismo está diretamente ligada a da conquista dos céus. É que o primeiro homem a saltar de um pára-quedas foi o balonista francês Andre-Jacques Garverin. O francês e sua esposa foram os primeiros a saltar no ano de 1798. Mas na China, há 2000 mil anos, segundo a literatura, o pára-quedismo começou há 2000 anos. Os chineses realizavam saltos de torres enormes para abrilhantar festas imperiais, saltavam com imensos guarda sóis .
Muitos anos se passaram até outro registro do pára-quedas, que surgiu com o pintor Leonardo da Vinci. Ele desenhou um pára-quedas em forma de pirâmide. Esse pára-quedas não foi construído na época, mas foi desenvolvido e testado, com materiais que só estavam disponíveis no mesmo período, recentemente há 2 anos, por um francês..
Depois de muitos saltos, a maioria com condições precárias, as forças armadas passaram a utilizar a técnica para invadir os territórios inimigos. Foi assim com todas as invenções que tinham características bélicas (o avião, a dinamite, o pára-quedismo etc.) O homem tem ânsia de dispor de invenções que possam surpreender o inimigo. Porém, o pára-quedas só começou a ser desenvolvido no século XX o que tornou possível o surgimento, na década de 50, de atributos de maior segurança Então, começou a ser visto como uma forma de esporte. A dirigibilidade e a praticidade do equipamento foi conseguida através da evolução dos materiais utilizados. Hoje em dia, o praticante tem todo o controle sobre a direção que quer seguir. Portanto, não cairia no rio como minha mãe contou.
José Eduardo de Menezes Fischer provou que não há limites para realizar algo quando se deseja. Aos 24 anos de idade, ele perdeu os movimentos das pernas em decorrência de uma poliomielite, porém, isso não o impediu que, aos 53, saltasse pela primeira vez de pára-quedas. Ele já tinha vontade de praticar o esporte há algum tempo, mas a iniciativa veio após ler a reportagem sobre Catherine Cunningham, senhora de 73 anos que realizou seu primeiro salto duas semanas antes. "Eu a vi contando tudo que já havia feito na vida e quanto se realizou com esta experiência e resolvi que tinha que saltar", explica.
Dia 22 foi o dia do pára-quedista. Parabéns a todos  que o praticam, inclusive aqui em Divinópolis que deve estar no Dicionário Histórico do prof. Mercemiro O.Silva.

José Lindolfo Fagundes
Enviado por José Lindolfo Fagundes em 01/11/2007
Código do texto: T718665
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Sobre o autor
José Lindolfo Fagundes
Divinópolis - Minas Gerais - Brasil
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