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"FIA"

Chega um momento que agente transfigura tudo numa mesma pessoa. – Ela é meu sol, minha terra, meu mar. O meu tudo enfim. Já não temos mais vontades. "Vou para onde você for". Queremos o que quer. Sem resistência nem reclames e até por prazer. Toma conta de nossa cabeça, do nosso corpo, de nossas ações. Caímos dominados, presos. Uma prisão com sentimentos de liberdade e imensa satisfação. Ficamos abestalhados, leves, alegres e começamos dar valor há momentos por vezes tão insignificantes. – O guardanapo registrou com uma frase boba, naquele instante eu queria mesmo era tocar suas mãos. A chuva na saída do cinema ao nosso carro. O cuidado em enxugar-lhe. Queria mesmo lhe tocando, confirmar que você existia.
Isto é o amor!
Primeiro um olhar depois...
Obviamente tenho lhe olhado e visto a minha namorada, minha companheira, minha amante, minha mulher, minha mãe, minha amiga, minha inimiga em breves momentos, e principalmente me visto em você. Misturando-me, impregnando-me de você.
Não era uma miragem, você existia. Sua ausência não existe mais em mim.
Ainda que meio incrédulo peguei sua mão e saímos a passear pela vida. Nunca fui mais distante, pra não ter que voltar.

Manuel Oliveira
Enviado por Manuel Oliveira em 01/11/2007
Código do texto: T719744
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Sobre o autor
Manuel Oliveira
Olinda - Pernambuco - Brasil, 63 anos
64 textos (5107 leituras)
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Manuel Oliveira