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    O dia parecia como qualquer outro. Porém em Fortaleza o dia é um pouco mais quente.....muito mais quente mesmo. Na noite anterior um cearense disse que ainda "estava frio". Imagine 36 graus centigrados e umidade perto dos 90%!!

    O check out do hotel demorou mais que o esperado e o tempo fugia de mim. Tomo o táxi que estava quase a porta. Um cearense simpático ( realmente um povo hospitaleiro e solícito) põe a mala no taxi enquanto eu entro no carro.

    Ele me pergunta se eu ia para o aeroporto. Naquele momento senti algo estranho, como se já conhecesse o motorista do táxi. Deixei para lá. No caminho, tive alguns dejá vu, ou seja, vi cenas que pensava já ter passado, principalmente das casas. Era estranho, porém já havia tido isso várias vezes na minha vida.

    Num certo momento ele me pergunta se o tempo para o vôo era escasso ou não. Disse-lhe que eu estava atrasado por conta do atraso no check out. O táxi estava parado em um semáfaro, quando tive uma mistura de deja vu com sei lá o que. Acontece que naquele angulo o qual estva eu sentado, vi certas casas e um restaurante que eram idênticos aos que existem numa esquina da Avenida Pompéia. Era mais que um dejá vu, porque a cena era bem clara, até uma árvore que havia ao lado, também existia nesse cruzamento em Fortaleza. A coisa tomou um caminho meio estranho.

    O semáforo abre e ele arranca. O rapaz era atencioso, porém começou a se achar o Kimi Haikkonen de Icó. Comecei a temer pela velocidade que ele impunha ao carro. A estranheza do dia chega ao auge. Tive a nitida sensação, algo como uma visão de que se ele continuasse naquele ritmo, eu voltaria para casa numa caixa. A sensação me fez dizer secamente: "por favor dimunui a velocidade. No quarteirão seguinte, um alucinado cruza o farol vermelho, menos de 2 segundos antes de cruzarmos a rua. Nós dois demos um grito, pois o choque era inevitável. O outro carro cruza menos de 2 metros de nós.

       O motorista me olha espantado e diz: "desculpa senhor, mas eu não imaginava que o cabra fosse cruzar o sinal.  Mas como é que o senhor sabia que ele ia  cruzar o sinal? O espanto do motorista era tão grande como o meu. Alguém lá em cima tava olhando por mim e pelo taxista.

       Chegamos ainda meio assustados ao aeroporto e ele me olhou estranhamente, como se tudo aquilo tivesse sido planejado. Ele pegou minha mala e quando foi se despedir me disse o nome dele: Angel!!!! O cara era filho de espanhol com uma cearense. Na verdade o nome era Miguel Angel, mas ele preferia ser chamando só de Angel.

        Sei não..... mas essa história ainda me parece estranha.....dejá vus múltiplos, premonições e mais um anjo com meu nome!!!!

       Sei lá.....
JOSÉ MIGUEL DELGADO
Enviado por JOSÉ MIGUEL DELGADO em 04/11/2007
Reeditado em 04/11/2007
Código do texto: T723200

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Sobre o autor
JOSÉ MIGUEL DELGADO
São Caetano do Sul - São Paulo - Brasil, 56 anos
224 textos (35337 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 02:17)
JOSÉ MIGUEL DELGADO