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Anápolis é uma cidade Centenária


NASCER DO SOL NOS 100 ANOS DE ANÁPOLIS
 
De um milagre, de várias crenças e por muitos povos, estes, iluminados pelo saber da manhã que antecede o meio-dia, do amanhecer que resplandece um novo cenário e do entardecer que apresenta a noite, esta que traz sabedorias, do acalanto que traz o nascer e o pôr-do-sol de Anápolis, para os corações sofridos e amargurados pela insegurança do dia e da noite, é que se fez este largo encanto. Quem vive, com certeza, tem algo a dizer dessa obra prima, impar, que Deus fez para bendizer a hospitalidade de uma gente humilde e acolhedora, distinguível em qualquer parte.
Anápolis, que no prelúdio, muito acolheu viajantes, estrangeiros, gente que buscava o emergir da alma no sossego, continua com sua bela arte, com sua fração (inteira) de preenchimento do vazio, de aconchego na esperança do nascer de um novo dia e de prazer em viver no fim de todas as tardes.
Quando busco sentir a brisa da manhã, saio por suas ruas, o sol quase resplandecendo no lugar agreste, e coloco-me a observar aquelas pessoas cuja vida já muito lhes ensinou. É prazeroso ouvir suas historias da centenária Anápolis, aquela dos tempos de criança, das diversões juvenis. É como se voltássemos no tempo de outrora. Quase num tom utópico descrevem suas vivências. Depoimentos fascinantes. A mente que jamais falha quando tocamos na historia da jovem cidade. Levo comigo um simples, mas, verdadeiro conceito: “sabedoria não se ganha, aprendemos nos tempos vividos humildemente”.
Muitos aproveitam da forma que lhes cabem o nascer do sol anapolino. Alguns quando estão a caminho do trabalho. Outros, na sua rotineira caminhada. Felizmente, há aqueles que buscam um pouco mais da divindade do amanhecer, vão até os belos parques da cidade, lá eles aproveitam do som da natureza em harmonia com o sol da manhã e o canto dos pássaros. Simplicidades também existem, o que não é novidade. Vemos, diariamente, diversas pessoas, de todas as idades, sentados nas calçadas das ruas buscando o melhor ângulo de visibilidade deste encanto que revive a cada esplendor.
Sol é sinônimo de esperanças, de novo começo a cada manhã, aliás, ele é a certeza de uma segunda chance que Deus, fielmente, nos concede. É a luz que brilha para todos, sem fazer qualquer tipo de acepção. É o lampião que reflete a claridade para que o homem possa seguir seu caminho sem tantos tropeços. É uma dádiva de Deus.
Não seria por menos, o sol remete inspiração, prova disso, são os deslumbrantes poemas de poetas que deitam na sua sombra para configurarem as palavras nas suas esparsas folhas de papel.
“Tudo é belo quando iluminamos nossos olhos”.
Nossos olhos nos mostram galáxias desconhecidas, horizontes intocáveis, esferas do amor. São mais úteis quando vemos não da forma como olhamos para o jornaleiro de todo o dia, ou quando olhamos para o carteiro ou mesmo para aquele mendigo pelo qual passamos todas às vezes quando estamos a caminho do trabalho, mas, olhemos como se estivéssemos olhando a mulher amada, a mais bela das orquídeas, o mais belo do nascer e por do sol. Que possamos enxergar alem dos nossos olhos, assim veremos o paraíso que sempre estivera perto de nós e não conseguíamos vê-lo. Pois, “a humildade é a fonte de todo o conhecimento”, e “grande é o homem que é pequeno aos olhos do mundo”.

“A arte de viver está na forma de amar”.
ARNALDO FILHO Lima da Silva
Enviado por ARNALDO FILHO Lima da Silva em 07/11/2007
Código do texto: T727166

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Sobre o autor
ARNALDO FILHO Lima da Silva
Araguaína - Tocantins - Brasil, 29 anos
42 textos (6104 leituras)
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ARNALDO FILHO Lima da Silva